Momentos em que a moda nos fez restaurar a esperança em 2016

Para quem acha que o último ano foi cheio de notícias ruins, a moda mostrou que ainda há esperança.

Em 2016 também aconteceram coisas incríveis que mostram que é possível mantermos a fé na humanidade. Pelo menos quando o assunto é a moda. Vimos padrões serem quebrados, uma passarela mais inclusiva e um mercado mais aberto à diversidade do que nunca. Vimos roupas criadas por boas causas e tantas outras pensadas em mulheres que antes não eram representadas na moda. Então, se você quer começar 2017 sem a sensação de que 2016 foi um fracasso total, sugerimos que continue lendo este texto:

Leia mais: Relembre os maiores momentos da diversidade na moda em 2016!

As modelos trans de Ronaldo Fraga

Na última edição do São Paulo Fashion Week, Ronaldo Fraga fez um desfile inspirador, que contava apenas com modelos transexuais na passarela. O desfile apresentou um mesmo vestido com estampas diferentes, todas feitas à mão, e colocava os holofotes sobre essas mulheres invisíveis, que parecem viver no limbo entre um gênero e outro, sem nunca serem reconhecidas.

O desfile representativo de Christian Siriano

desfile christian siriano

(Fotosite/Agência Fotosite)

E já que estamos falando de desfiles, não podemos deixar de lembrar do desfile de Christian Siriano na semana de moda de Nova York. O designer foi ovacionado depois de colocar mulheres com diferentes tipos de corpos na passarela. O designer, aliás, foi um ativista e tanto em prol da aceitação do corpo, já que se colocou firme na ideia de que a moda é para todas as mulheres e não apenas para um padrão específico. Vide o caso da atriz Leslie Jones, que encontrou no estilista um parceiro para criar looks para suas premières quando ninguém mais queria o trabalho.

Ashley Graham… Em todos os lugares

A modelo Ashley Graham se tornou uma perita em quebrar estereótipos na moda. Ela não só se tornou uma voz muito ativa em prol de uma moda mais inclusiva e real – isso significa sem photoshop e padrões de beleza absurdos – como também posou para capas de revistas que nunca tiveram uma mulher com curvas antes. Um exemplo disso foi a Sports Illustrated, que estampou a top de biquíni na capa, pela primeira vez na sua história.

Emicida e o desfile da LAB

desfile lab spfw

(Rafael Chacon/Agência Fotosite)

Aliás, também na última edição do SPFW, o rapper Emicida fez a sua estreia na passarela com a LAB e uma moda totalmente inclusive e um casting diverso. Para ele, era importante colocar na passarela pessoas que representassem o Brasil de fato.

Tommy Hilfiger cria roupas para crianças com deficiência

It's Sparkle Season ✨ Runway of Dreams x Tommy Hilfiger Holiday Collection Available Now

A photo posted by Runway of Dreams (@runwayofdreams) on

O designer Tommy Hilfiger fechou uma parceria este ano com a instituição Runway of Dreams para criar uma coleção de roupas com cortes e fechos especiais para crianças com deficiência. As peças possuem ímãs no lugar de zíperes e botões para facilitar na hora de colocar e tirar, assim evitando problemas no caso de alguma emergência médica.

A Barbie ganha corpos diferentes

barbie inclusiva

(Mattel/)

A boneca mais famosa do mundo, este ano, ganhou algumas adições à sua família. Além de versões suas com as mais diferentes profissões, a boneca agora tem corpos mais curvilíneos, mais baixos e também mais altos.

O feminismo tomou a moda

desfile dior

(Fotosite/)

A passarela da Dior, na última temporada de moda, foi um marco por dois motivos: primeiro, por causa da estreia de Maria Grazia Chiuri, a primeira mulher a se tornar diretora criativa da marca. Em segundo lugar, porque, logo no seu primeiro desfile, ela colocou na runway camisetas com os dizeres: “Deveríamos todas sermos feministas”. Era o feminismo, agora mais claramente, mostrando que não vai perder a força que ganhou em 2015.

Nude de verdade

Barely there underwear ✨ 7 shades of nude in bikini or thong style! #nudeforall

A photo posted by Naja (@naja) on

Muitas marcas decidiram mudar o conceito que o mercado tinha de nude e criar produtos que, de fato, sejam da cor da pele. Por isso, sapatilhas e lingeries em tons que vão do super laro ao mais escuro foram lançadas no mercado com essa premissa: um nude para cada tipo de mulher.

 

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