Por que esta marca não quis entrar na Black Friday?

A marca de jeans Monkee Gene decidiu fazer um manifesto contra o evento de compras e descontos em prol de uma moda mais justa e sustentável.

A sexta-feira que segue o Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos, é conhecida pelo comércio como Black Friday: um dia de descontos incríveis e muitas compras. Porém, na direção contrária, existes marcas que decidem não aderir ao movimento – e por um ótimo motivo.

A Monkee Genes, que se orgulha em dizer que produz jeans de forma ética, fez um manifesto explicando que não iria fazer parte do dia de descontos e compras porque desejava quebrar o padrão de consumo desenfreado e protestar contra o abuso de trabalhadores em massa, tão explorados pelo mercado da moda.

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“Por que gastar o dinheiro que você trabalhou duro para receber em coisas que você não precisa ou em presentes que as pessoas vão esquecer? Para essa temporada, a Monkee Genes não vai participar do jogo. Nada de descontos, prêmios ou liquidações. Quando você estiver olhando pelas milhares de liquidações online esta semana, tire um minuto para pensar nos homens e mulheres no fim da linha de produção, que trabalham horas intermináveis pelo dinheiro”, escreveu a label na sua página no Instagram.

Let's stand together! 💚 Just want to say a massive thank you to everyone who has shared our original sentiment #NoBlackFriday @ecoage @livia_firth @thesustainable_stylist @beknowlabel *BLACK FRIDAY* 💚💚💚 Retailers are fighting to lure us in with the best deals this Friday for the ultimate shopping event of the year. It’s a day of mindless consumption, buying for the sake of buying because it’ll be cheaper than tomorrow. Why spend money you work hard for, on things you don’t need or on gift’s they’ll forget about? For this reason Monkee Genes are taking ourselves out of the game. No discount codes, no freebies and no sale. When you’re looking through the endless deals this week, spare a thought for the men and women at the end of the supply chain, working long hours for little money. It’s time to protect the brands that are protecting the industry. Protect the people who make your clothes. No Slave Labour, No Child Labour, No Blood, No Sweat, No Tears. NO SALE. . . #WhoMadeMyClothes #EthicalFashion #PowerOfYou #TheTrueCost #MakeADifference #BlackFriday #FastFashion #LOVE #instacool #potd #FridayFeeling #JoinTheRevolution @fash_rev . Shop Now at https://www.monkeegenes.com/

A photo posted by Monkee Genes (@monkeegenes) on

A Monkee Gene faz um apelo ao público para proteger as marcas que são preocupadas com suas linhas de produção e as pessoas que fazem as roupas que usamos. “Nada de trabalho escravo. Nada de trabalho infantil. Nada de sangue e suor. Nada de liquidações”, escreveu.

O movimento também ganhou o aval de Livia Firth, empresária do mundo da moda e esposa do ator Colin Firth, que usou sua página na rede social e a da sua empresa de consultoria de moda, a Eco-Age, para pedir o fim da Black Friday.

SAY NO TO #BLACKFRIDAY ・・・ Great words from @monkeegenes #repost "Retailers are fighting to lure us in with the best deals this Friday for the ultimate shopping event of the year. It’s a day of mindless consumption, buying for the sake of buying because it’ll be cheaper than tomorrow. Why spend money you work hard for, on things you don’t need or on gift’s they’ll forget about? For this reason @MonkeeGenes are taking themselves out of the game. No discount codes, no freebies and no sale. When you’re looking through the endless deals this week, spare a thought for the men and women at the end of the supply chain, working long hours for little money. It’s time to protect the brands that are protecting the industry. Protect the people who make your clothes. No Slave Labour, No Child Labour, No Blood, No Sweat, No Tears. NO SALE"

A photo posted by Eco-Age (@ecoage) on

Leia mais: Iniciativas que mostram como o consumo de moda está mudando

O Fashion Revolution, um movimento global por uma moda mais justa e transparente disse que este ano a data deve render um total de US$ 3 milhões em compras, um aumento de 11% em relação ao ano anterior, e pede para que os consumidores aproveitem o feriado ‘para descansar’ em vez de buscar por novos produtos ou investir em maneiras alternativas e mais sustentáveis de mudar o guarda-roupa.

A era do consumo desenfreado parece ter chegado ao fim e o movimento agora é de uma moda mais consciente, que tenta ao máximo reduzir o desperdício e que preza por uma linha de produção muito mais igualitária, justa e segura para os profissionais da área. Esta pode ser uma oportunidade para pensar se vale a pena mesmo você comprar roupas novas apenas por causa do desconto – sem pensar o que as pessoas do outro lado do tecido sofrem para que você tenha aquela blusinha nova.

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