Prabal Gurung sente ‘vergonha’ da falta de diversidade no mercado fashion

Levantar a bandeira da diversidade é quase uma obrigação atualmente. Com a moda ainda tão atrasada quando o assunto é representatividade, não é surpresa que muitos designers estejam tomando para si a responsabilidade de mudar o jogo – e com a ajuda da internet, esse deve mesmo ser o seu papel.

Prabal Gurung é um dos estilistas que decidiram ser mais vocais sobre o assunto. Ele, que é do Nepal e se mudou para os Estados Unidos há 16 anos, sentiu na pele o que é ser tachado como diferente e viu na moda o lugar em que ele poderia se expressar de verdade e realizar os seus sonhos.

“A moda é a minha linguagem de escolha. É como eu compartilho as minhas paixões, minhas visões. E a indústria da moda, que só me deu amor e apoio pelos últimos sete anos e meio, permitiu com que eu fizesse as pessoas pensarem e até mudar algumas ideias, usando a minha plataforma para ser um ativista das causas com as quais sou engajado. Ela permitiu com que eu fizesse roupas que não ficassem só penduradas em um cabide, mas são também uma ferramenta de empoderamento, para as mulheres que as fazem e para as mulheres que as usam”, escreveu para a ELLE norte-americana.

Por isso, Prabal explica que entende como o tamanho ainda é um problema tão grande no mercado da moda e como, em um mundo de sample sizes, as mulheres mais curvilíneas – e que são maioria no país, por sinal – são simplesmente negligenciadas e esquecidas pela indústria.

“Como alguém que já foi visto como ‘diferente’, eu conheço bem a sensação de que as minhas necessidades não são mainstream o suficiente para serem supridas pela sociedade. Eu sei como é se sentir pequeno. E eu tenho vergonha de que nós, como indústria, não olhamos para milhões de mulheres”.

Prabal explica que sempre teve uma cultura de fazer roupas que vão do 34 ao 54, mas que apenas os tamanhos menores são escolhidos pelas grandes lojas para serem colocados à venda. Para mudar isso, o designer decidiu fazer duas parcerias: uma com a Lane Bryant e outra com a Bandier, para oferecer peças de luxo e roupas de ginástica em tamanhos e silhuetas variadas, para atender aos diferentes tipos de corpos.

“Nós estamos em uma encruzilhada na moda em que os líderes do mercado precisam fazer uma escolha: nós ficamos no caminho em que estamos e continuamos a desenhar para as mesmas mulheres ou tentamos uma nova abordagem?  Nós passamos muitos anos entendendo, admirando e apreciando algumas das mulheres do mundo. Agora é a hora de conhecer e respeitar as demais”. 

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