Sete marcas brasileiras preocupadas com sustentabilidade

Você já deve ter percebido que de uns anos para cá o debate da sustentabilidade tem ficado cada dia mais forte, e não apenas para aqueles que sempre defenderam o meio ambiente, mas também na indústria de alimentos, no campo da construção civil, na decoração, no design e dezenas de outros. Na moda, ser ecológico costumava ser sinônimo de usar peças com pouco ou nenhum design, de algodão cru ou lona. Hoje, algumas marcas estão abusando da criatividade buscando alternativas ao imediatismo e à massificação. O resgate do artesanato, do feito à mão e principalmente a ideia de dar vida nova a peças descartadas, em uma verdadeira reciclagem fashion, produz criações para lá de estilosas e preocupadas com o futuro. Veja algumas iniciativas para colocar no radar:

1. A Insecta Shoes nasceu no comecinho de 2014 e é uma daquelas marcas que dá orgulho de ter no armário: vegana, sustentável, artesanal e cheia de produtos exclusivos. Três mulheres estão por trás da etiqueta de sapatos, que mesmo com pouco tempo de vida já está dando o que falar. Elas participam de feiras, vendem pela internet para o Brasil inteiro e, até o fim do ano, pretendem dar um gás nas vendas internacionais.

Divulgação

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Todas as peças da marca são feitas a partir de roupas antigas. Sabe aquele vestido estampado que você guarda há anos e nunca conseguiu usar? Ele poderia virar um oxford incrível nas mãos de Pam, Babi e Laura. No ano passado, eram apenas três modelos de calçados e agora já são sete, com a promessa de uma sandália nova em setembro e uma linha com matéria prima feita com garrafa pet e algodão reciclado. Olha só como o processo acontece.

2. A Dre Magalhães faz acessórios com corda. Ainda que possa soar simples, o desafio da designer é grande, já que não é fácil transformar esse material em cintos, colares e até objetos de decoração desejáveis. Com a sua marca, ela pretende proporcionar uma conexão entre trabalho manual de excelência, simplicidade e originalidade. As peças podem ser feitas por encomenda, compradas em sua loja virtual ou encontradas no showroom em Pinheiros, São Paulo.

Reprodução Instagram

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3. O blog da Insecta Shoes, citada acima, procura apresentar outras marcas que também incentivam a moda brasileira e se preocupam com uma produção mais consciente. É o caso da Gioconda Clothing e seu underwear confortável. Cinthia Santana criou a label porque não conseguia encontrar peças que fossem feitas inteiramente de algodão e ainda tivessem um design bonito. “Quase toda marca de lingerie apela para o estilo sexy e romântico, o que me leva ao estigma da mulher objeto. Meu desejo era comunicar uma mulher que valoriza o tempo com ela mesma, preocupando-se com o próprio bem-estar”, declara. O melhor de tudo é que a fabricação não é em massa e é a própria Cinthia que leva os tecidos – de bicicleta – para a modelista, o cortador e a costureira, garantindo que toda a linha de produção esteja sob controle. Evitando o desperdício, ela reutiliza os retalhos para confeccionar saquinhos para as calcinhas e conta que já está planejando começar a usar algodão orgânico. Quimonos, calças e shorts completam o mix oferecido em seu site.

Larissa Dare

Larissa Dare

4. Nicole Bustamente adota a filosofia vegana em tudo o que faz e não é diferente em sua marca homônima. Mesmo estando localizada em São Paulo, ela se inspira na natureza para criar seus designs cheios de texturas, cores e estampas exclusivas. Uma de suas maiores preocupações é humanizar as etapas de confecção, firmando parcerias com empresas que estejam realmente comprometidas com os seus ideais. “Queremos utilizar materiais e técnicas de estamparia cada vez mais sustentáveis, melhorar nossas oficinas de trabalho e capacitar pessoas”, diz. Com a consciência de que a matéria-prima de origem animal é a que mais gasta energia, água e recursos naturais – além de ser extremamente poluente – ela garante que todas as suas peças são vegan friendly e 100% brasileiras. Tudo é vendido em seu site e em uma loja física no bairro da Bela Vista, em São Paulo. 

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5. O reaproveitamento de tecidos e objetos descartados é um caminho adotado por muitas dessas marcas para encontrar matéria-prima. Na Crua, eles trabalham com a “ressignificação de materiais”, reutilizando alguns e procurando misturar aqueles considerados inusitados na construção de produtos de moda e design. É o caso dos colares facetados, best sellers da marca, que são feitos de madeira descartada e pintados à mão.

Reprodução Instagram

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6. Vinda do Uruguai para o Brasil, Augustina Comas trabalhava para marcas de ambos os países antes de decidir abrir a label que leva seu sobrenome. Da mesma forma que a Insecta Shoes e a Crua, ela utiliza a técnica de “upcycling”, que nada mais é do que o processo pelo qual produtos descartados são recuperados, transformados e recolocados no mercado. No caso da Comas, são as camisas masculinas seu ponto de partida. “Todos os dias, as fábricas descartam produtos que não passam pelos controles de qualidade e muitas peças são deixadas de lado. Para nós, essa sobra é matéria-prima”. Saem das mãos da designer novas saias, vestidos, chemises e camisas femininas.

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7. “Ao nos atermos aos detalhes e à excelência no acabamento, abrimos mão da quantidade em nome da qualidade. Assim, nos vemos entre o artesanato e o design”, define o coletivo Zerezes, criado por Hugo Galindo, Henrique Meyrelles, Luiz Eduardo Rocha e Victor Lanari. Com a ideia de produzir moda com baixo impacto ambiental, a etiqueta, lançada em 2012, faz óculos de sol a partir de resíduos gerados no beneficiamento das madeiras redescobertas.

Reprodução Instagram

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O quarteto também garante práticas responsáveis e justas em toda a linha de produção. Até a Farm – suprassumo do cool carioca – se encantou com a criações e já fez uma parceria com eles. Abaixo, mostramos como é feito.

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