Vinte anos após sua morte, Gianni Versace ganha exposição

A mostra revela a ligação do estilista com a cultura grega.

“A linguagem da moda é histórica, e através dela podemos decodificar qualquer coisa”, diz a antropóloga Sabina Albano, responsável pela curadoria de uma nova exposição sobre Gianni Versace, ao portal WWD. A mostra, que não é organizada pela grife fundada pelo estilista italiano, explora a relação do designer com a Grécia Antiga. “Falar de Gianni Versace e a Magna Grécia é ir às raízes da nossa cultura. Um de seus vestidos da década de 1990 é uma peça histórica. A moda é normalmente considerada algo frívolo, mas ela pode interpretar a história, então quero dar a ela significado histórico”.

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Aberta ao público no sábado (15.7), data que marcou os 20 anos de seu assassinato em Miami, a exibição em Nápoles traça um paralelo entre a paixão pela arte, cultura e iconografia de Gianni e os objetos que representam a Grécia Antiga, expostos no National Archaeological Museum da cidade. Ela ganhou o nome de Dialoghi/Dissing — Gianni Versace Magna Grecia Tribute e apresenta 11 vestidos e 20 acessórios que fazem parte da coleção de Antonio Caravano. Esse é mais um evento que coloca Gianni nos holofotes, uma vez que sua história será contemplada na próxima temporada de American Crime Story.

A ideia da curadora não era simplesmente colocar os objetos no museu, mas criar um diálogo entre moda e arquitetura, além de um contraste ao exibir roupas em um museu, algo que não é tão comum. “Os designs de Gianni não eram superficiais, mas baseados em descobertas arqueológicas. Ele nunca copiou estampas, mas se inspirou nelas”, explica Sabina. Antonio completa: “Gianni preferia contemplar relíquias em vez de brincar com jogos dedicados a crianças em sua infância. Mais tarde, inconscientemente, como um imigrante, ele se inspirou nessas memórias”. De fato, em 1991, o estilista se referiu à sua casa em um documentário como um elo com cultura grega: “A Itália era uma colônia da Grécia e isso fez parte do meu background. É o único link que eu tenho com o meu país”. A exposição fica aberta até 20 de setembro.

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