Vida de Yves Saint Laurent é tema de exposição tocante

O museu de artes da Virginia, nos Estados Unidos, mergulhou nos arquivos da marca para criar “Yves Saint Laurent: a perfeição do estilo”.

Quando era jovem e morava em Oran, na Algéria, os desfiles criados por Yves Saint Laurent tinham um público enxuto: sua mãe e suas duas irmãs. Ele também brincava com silhuetas de modelos coladas em estruturas de papelão, com roupas de papel modeladas para caberem nas figuras. Chapéus, luvas e bolsas de mão adornavam as vestimentas.

A história oferece um olhar muito íntimo dos primeiros momentos do que viria a ser o império de Saint Laurent, e poderá ser vista na exposição que acaba de inaugurar no Virginia Museum of Fine Arts, em Richmond, e que segue até 27 de agosto. As bonecas de papel estarão expostas pela primeira vez nos Estados Unidos, ao lado de fotos e itens da vida privada do designer.

Mostra da Yves Saint Laurent em Richmond (Virginia Museum of Fine Arts/Divulgação)

A mostra exibe também seu aprendizado na Dior, onde trabalhou dos 21 aos 23 anos, e a criação de sua marca revolucionária de ready-to-wear, Rive Gauche, que possibilitou que a moda fosse um pouco mais democrática.

Em uma seção especial sobre como ele interpretava gênero, um de seus ternos prontos para usar é a estrela: como em 1966 ainda era preferível ter longos vestidos de festa, as consumidoras de alta costura estranharam o lançamento, que só fez sucesso na estação seguinte, quando ele inaugurou a boutique e conquistou clientes como Françoise Hardy.

Exposição sobre Yves Saint Laurent em Richmon (Virginia Museum of Fine Arts/Divulgação)

A polêmica loja causou também sua ascensão como estrela nos anos 1960 e 1970, e atesta que seu lifestyle e seus círculos sociais (que incluíam Bianca Jagger e Anjelica Huston), eram tanto objeto de fascinação quanto suas criações.

Enquanto o Metropolitan Museum of Art fala sobre Rei Kawakubo, que prefere ficar longe de entrevistas, o museu de Richmond exibe a contrastante visibilidade e vulnerabilidade de Saint Laurent — também o único designer além de Kawakubo a ganhar uma mostra no museu nova-iorquino enquanto vivo. Ou seja, entre tantas peças de couture e prêt-à-porter, é possível ver como as roupas dão forma à diversas culturas — e tem história de sobra para apaixonados por moda.

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