Fashion Revolution Week: “a moda pode sim ser boa e justa”

Evento acontece pela conscientização sobre os impactos socioambientais da cadeia de moda.

“Queremos provar que a moda pode, sim, ser boa e justa — o que é bom para um, tem que ser bom pra todos”, fala Fernanda Simon, coordenadora nacional do Fashion Revolution Week, evento que acontece de 24 a 30 de abril em cerca de 30 cidades do Brasil. O movimento Fashion Revolution surgiu em 2013, em Londres, após profissionais da moda se sensibilizarem com o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que causou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria têxtil. As vítimas da tragédia eram mantidas em condições análogas à escravidão e estavam ligadas a confecções de marcas globais.

Enquanto as demandas por uma moda sustentável crescem cada vez mais, eventos que trazem questionamentos sobre o papel de todos envolvidos na cadeia fashion — desde os produtores aos consumidores e passando pelos veículos de mídia –, são essenciais. “Os meios de comunicação sempre foram grandes influenciadores de comportamento e mentalidade, portanto quando tratamos de sustentabilidade, eles podem ser fortes aliados no provocação de mudanças positivas de comportamento. Aos poucos percebo que essa nova consciência vem tomando espaço, visto que tais temas não podem mais ser ignorados, mas ainda é preciso ganhar mais corpo e andar lado a lado com as visões de futuro que a moda, por essência, propõe”, fala Eloisa Artuso, coordenadora educacional do projeto.

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A roda de conversa Educação para um futuro sustentável, que acontece no dia 29.4, às 11h, fala sobre a relação uníssona entre consumo consciente de moda e educação, e como isso abrange outras áreas da vida: “Essa roda pretende discutir a educação nas escolas e faculdades e como esse formato pode ser trabalhado de maneira que os alunos aprendam a lidar com as questões sociais, ambientais e econômicas de maneira mais integral e holística. Claro que essa consciência acaba reverberando em outros aspectos da vida, como na maneira de consumir moda, comida ou qualquer outro tipo de produto“, finaliza Eloisa. 

Em São Paulo, a sede oficial será a UNIBES Cultural, onde acontecem a abertura e o encerramento da semana de atividades. A divulgação dos eventos em outras cidade é feita por meio das páginas do Facebook: Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro são as principais.

Calendário do Fashion Revolution em São Paulo (Fashion Revolution)

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Outro destaque do evento é a abordagem sobre o âmbito social da produção da moda: “O Fashion Revolution acredita que ética e transparência são os primeiros passos para a construção de uma moda mais sustentável.  Inclusive um dos pilares do desenvolvimento sustentável é exatamente o social, ou seja, a valorização do trabalhador e de todos os envolvidos é essencial para uma mudança efetiva na cadeia da moda” fala Fernanda Simon. 

Acontecerão também oficinas de tingimento natural de tecidos, upcycling de roupas e acessórios, costura para crianças, além de uma oficina contínua de tricô e crochê. O espaço também contará com o Redes, um lugar específico para a apresentação de coletivos e iniciativas, e que é uma grande promessa para o surgimento de projetos inovadores. “O intuito é inspirar o público, mostrando soluções e proporcionando experiências de reconexão com as roupas e o fazer”, finaliza Fernanda.

O evento é gratuito e aberto ao público, mas para algumas atividades é necessária a inscrição prévia. Para as mesas de conversa, o ingresso será a doação de uma peça de roupa que será repassada para o bazar da UNIBES. Para as oficinas, serão cobrados valores simbólicos. Confira a programação completa em fashionrevolution.org/country/brazil/

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