Marcas assinam acordo para melhorar condições de trabalhadores

Acordo de segurança de Bangladesh é renovado e assinado por marcas como H&M e C&A.

Marcas globais líderes de mercado e sindicatos de trabalhadores concordaram em continuar um programa de segurança que envolve milhares de fábricas em Bangladesh por mais três anos. Dois sindicatos da Suíça, o IndustriALL Global Union e o UNIGlobal Union, assim como representantes das marcas, anunciaram a concordância em Paris.

O novo contrato vem em bom tempo, já que a campanha atual por segurança contra incêndios e por proteção das construções expira em maio de 2018 e envolve apenas países da Europa. Para cumprir as medidas anteriores, o governo de Bangladesh contratou mais de 350 novos inspetores e garantiu uma legislação que melhore a qualidade de vida dos trabalhadores, assim como uma maior representação por sindicatos.

Depois do colapso do Rana Plaza, em 2013, com a denúncia da situação dos funcionários em fábricas que forneciam peças para grandes marcas, diversas empresas se juntaram ao governo de Bangladesh para melhorar a segurança dos trabalhadores. As decisões aconteceram também por causa do público consumidor — em 2017, por exemplo, a Zara e a H&M foram afetadas pela preocupação com sustentabilidadeAlém disso, uma inspeção das 1.106 fábricas utilizadas por 150 marcas estrangeiras feita em 2014 identificou mais de 80.000 problemas relacionados à segurança, mostrando a urgência de acordos como esses.

De acordo com Christy Hoffman, secretário geral da UNIGlobal Union, que representa os trabalhadores do setor de revendas, 23 companhias já assinaram o novo acordo: Kmart Australia, Target Australia, Primark, H&M, Inditex, C&A, Otto, KiK, Aldi South, Aldi North, Lidl, Tchibo, LC Waikiki e Helly Hansen. É esperado que grande parte dos 217 antigos assinantes também façam parte do novo acordo.

“É uma grande vitória. Há quatro anos algumas das marcas diziam que só concordariam daquela vez, porquê era após uma grande crise”, conta Christy. “De fato, nós provamos que esse é um modelo que funciona, que marcas e sindicatos podem fazer mudanças nos locais de trabalho através das clássicas relações industriais.”

De acordo com um pronunciamento do secretário geral da IndustriaLL, Valter Sanches, o acordo prevê maiores inspeções de segurança nos prédios para todas as fábricas envolvidas, além de garantir que melhorias garantidas no primeiro acordo sejam mantidas.

 

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  1. Melhorar? E a reforma da previdência?

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