Simple Organic, a marca de cosméticos brasileira e natural

Em um debate durante a Bio Brazil Fair, Patricia Lima, criadora da marca, fala sobre questões de sustentabilidade no mercado de beleza brasileiro.

“Em um processo a curto prazo, eu diria que quero vender. Mas a cada dificuldade que encontrava para criar produtos orgânicos e sustentáveis, eu pensava na minha filha e na próxima geração”, conta Patricia Lima, criadora da Simple Organic, marca de cosméticos naturais que entrou no mercado no começo de 2017, e também editora-chefe da revista Catarina. Ela falou sobre a rápida consolidação de sua marca durante um debate sobre consumo consciente na Bio Brazil Fair, juntamente com Alexandre Herchcovitch, da À La Garçonne, Leandro Benites, da Ben 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 e Marina Colerato, do Modefica.

A necessidade dos consumidores de encontrarem um produto sustentável e com informação de moda fica clara com a rapidez que a marca está subindo no pódio das mídias sociais: há apenas 3 meses no Instagram, já angaria mais de 20 mil seguidores. É também na rede social que a marca compartilha uma visão de beleza mais descontraída e conectada com a atualidade: são meninas de cabeça raspada e com uma beleza fresh que posam para as fotos de divulgação.

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Se a moda já tinha topado a empreitada de pensar sobre o seu papel social, a Simple Organic é uma sinalizadora de que o mercado brasileiro também está mais que pronto para incentivar não apenas o consumo, mas a produção de novas práticas.

Leandro Benites fala sobre o retorno dos esforços: “eu parto para essa busca de materiais mais orgânicos, busco sempre substituições. As dificuldades são muitas, mas eu tenho ficado bem feliz.” O designer também foi pioneiro em desfilar nas passarelas da Casa de Criadores peças que incentivam homens e mulheres a brincarem com o gênero. Não à toa o translúcido, muita iluminação e uma pele leve, feita com os produtos da Simple Organic, estavam em seu último desfile.

Patricia Lima (João Paulo Santos/Divulgação)

A passarela mais recente da À La Garçonne também refletiu esse momento de novidades: além de já ser reconhecida no mercado pela busca constante da sustentabilidade, os cosméticos de Patricia foram debutados por lá, em março — mesmo que só tivessem sido pensados para chegar ao público em junho. E ninguém menos que Celso Kamura assinou a beleza do desfile. “Foi uma insegurança. Ele ficou olhando e testando os produtos por 15 minutos, mas depois deu tudo certo“, expressa Patricia à ELLE.

Mas o que é ser realmente sustentável? “Do ponto de vista da Simple Organic, é ter todos os certificados, não testar em animais, ser vegana e usar ingredientes naturais que não prejudicam a pele, sem derivados de petróleo e sem conservantes nocivos — e sem embalagens extra, reduzindo a produção de lixo”, destaca Patricia.

Mas se trocar as caixas tradicionais das embalagens de rímel por apenas um saquinho de pano reutilizável foi uma dificuldade junto à legislação brasileira, ainda existe muito território para ser conquistado. A marca já é querida na linha de tratamentos para a pele — cremes corporais, faciais e multifuncionais, máscaras de argila e sérums de óleos brasileiros e naturais são estrelas das linhas –, mas o desafio é desmistificar que a maquiagem orgânica não é tão boa quanto a industrializada.

Entre os 10 novos tons de batom, lançados na feira, bb creams, iluminadores e sombras em pó, o destaque vai para o balm matificante, que pode ser usado antes do make como primer ou depois para manter tudo no lugar — a criação passa longe dos finalizadores e fixadores com componentes pesados e industriais da maquiagem tradicional.

As novidades, enfim, levantam questões para o mercado sobre as novas formas de consumir — mostrando que não há momento melhor do que o agora para lembrarmos do impacto ambiental e das condições de trabalho envolvidas na produção de cosméticos, maquiagem, roupas e acessórios.

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