

Embora as tachinhas sejam tendência de inverno, as meninas mais antenadas já estão desfilando por aqui com as suas, aplicadas em rasteirinhas e botas. Tudo no melhor estilo rock'n'roll.


Agora, os prêmios que não entram em nenhuma categoria:
Entrada triunfal: a de Angélica. Ela fechou o desfile de Carlos Tufvesson achando que estava descendo de sua nave espacial. Ops. Quem descia da nave era a Xuxa.
O cabelo "não vejo a hora de tirar isso da minha cabeça": a torre de flores sobre Juliana Imai, no desfile de Fábia Bercsek. A modelo arrancou o arranjo assim que pisou na linha que separa a passarela do backstage.
O comentário "amo muito muito tudo isso": o do prefeito Gilberto Kassab, que disse estar na SPFW apenas para cumprir obrigações formais.
A roupa mais ousada: os fashionistas se esforçaram, os estilistas também, mas foi Kiki Sudário, uma atriz que apareceu vestida de mulher-maravilha no desfile de Samuel Cirnansck, a que foi mais além.
O desfile "quase que não dá ...": Ellus. Minutos antes, a prefeitura quis proibir a apresentação no bosque do Ibirapuera. Os convidados se irritaram por ter que andar muito até o lugar marcado. Houve muita confusão na porta. Mas, no final, o resultado foi positivo.
Os brindes mais bacanas: o kit bolsa, sandália e travesseiro da Raia de Goeye e a Barbie da Cavalera.

Veja agora os vencedores na categoria "personagens".
A modelo cara-fechada: Carmelita Mendes parece que está sempre brava na passarela. O carão dá medo, mas ela é linda. E, na verdade, nós a amamos exatamente deste jeito.
A nossa preferida: Michelle Provensi. Em meio à multidão de modelos cabeludas, quem apareceu foi mesmo a menina de cabelos de melindrosa. Linda!
A convidada oculta: Regina Guerreiro, que quebrou a perna e circulou pelos corredores da Bienal em uma cadeira de rodas - mas não foi vista em nenhum desfile.
Celebridade "mas meu nome nem é tão difícil assim...": Reynaldo Gianecchini, que foi chamado de Ronaldo por Paulo Borges e Paschoal por fotógrafos que queriam chamar a sua atenção.



Um fã pediu um autógrafo para a modelo Bárbara Fialho no camarim da Neon. Quando ele viu a letra de menina, o diálogo começou:
Fã: Que letra de criança. Isso é sinal de que você é apegada ao passado, não é?
Bárbara: Não sou, não.
Fã: Mas você com certeza rói unha ou chupa o dedo, né?
Bárbara: Não, também não.
Fã: Pela letra você começou a trabalhar cedo, não é?
Bárbara: Isso sim... Como todas as modelos.
Fã: Falei, eu entendo tudo de psicologia.

Que preto e branco, que nada. A Cavalera vai levar tons fluorescentes, muitas cores, psicodelia e tons pastel para a passarela, adiantou Emilene Galende, uma das estilistas da marca, em conversa com a ELLE. O desfile também vai ter microvestidos com bastante volume e um toque anos 70. Para quem tem curiosidade de saber como é o processo de criação de uma coleção com tantas cabeças pensando juntas (a Cavalera tem quatro estilistas), Emilene explica: "Eu, a Catarina (Gushiken), o Fabiano (Grassi) e o Igor (de Barros) conversamos muito antes de criar. O Alberto (Turco Loco), dono da marca, também participa de todas as reuniões. Todos dão idéias e depois tentamos entrar em um consenso sobre o que é mais interessante para a marca. É claro que não é fácil, mas tudo acaba dando certo, é divertido."


O coletivo OEstudio, marca que trabalha com design, moda e filmes, mostrou na passarela como funciona a sinergia entre todas essas áreas de criação. O desfile da marca teve um telão com projeções de imagens que interagiam com os looks e com o casting. Só para sentir o gostinho da tecnologia: enquanto um modelo passava com um guarda-chuva, o telão exibia pingos de tinta coloridos, que "batiam" e pareciam respingar na sombrinha. Incrível, gente!


O paranaense Jefferson Kulig é conhecido por sempre trabalhar no limite entre a moda e a ciência. No entanto, na coleção que acaba de ser apresentada na SPFW ele também colheu inspiração na arte, música e literatura. Saiba algumas de suas referências:
Filme: A Vila, de M. Night Shyamalan
Som: de ópera, mas agora não consigo me lembrar de nenhuma em especial
Livro: Como Viver Junto, de Roland Barthes
Lugar: minha fazenda, no Paraná
Ícone fashion: minha mãe
Celebridade que gostaria de vestir: Costanza Pascolato
Modelo que gostaria de ver em sua passarela: Gisele Bündchen


A cada nova fila, uma voltinha. Ou melhor: um pivô. No desfile de Fabia Bercsek, cada modelo deu pelo menos seis pivôs durante seu "percurso" na passarela. Resultado: as poucas tops seguraram bem a tarefa, já as menos experientes foram, digamos, engraçadas. Rojane, Juliana Imai e Drielle Valeretto estavam seguras nos rodopios, enquanto Renata Kuerten, Cristina Herrmann e Flavia Lucini ficaram mais preocupadas em não cair no chão. A modelo Anabela foi mais radical e não arriscou a volta completa.


Barbie e a grife Cavalera estão juntas neste SPFW. É que a marca se inspirou no universo da boneca para criar alguns looks da coleção de verão 2007. No desfile masculino, o o ator e modelo Rodrigo Hilbert vestiu o look "Barbie by Cavalera" (foto). No desfile feminino, que encerra o SPFW, Luana Piovani, Mariana Weickert e Marcelle Bittar estarão com as criações inspiradas na boneca.




Cada um se virou como pôde para suportar o sol do meio-dia no autódromo de Interlagos durante o desfile da coleção masculina da Cavalera. Os fashionistas mais prevenidos sacaram seus óculos escuros. Os demais abriram mão do estilão e tiveram que recorrer ao boné nada descolado distribuído como brinde pela Fiat ou até à pasta de papelão onde estavam os textos do desfile. A platéia sofreu, mas menos que alguns modelos. No look de Paulo Zulu, por exemplo, não havia óculos, boné, viseira ou qualquer outra coisa que o protegesse da luz. O modelo entrou na passarela/pista com a testa toda enrugada. E assim, quase de olhos fechados, permaneceu até o final.