Foi no fogo que Marcelo Sommer buscou inspiração para o seu desfile de inverno. Vontade de aquecer, de agitar, de trabalhar com mais um elemento da natureza – seu desfile de despedida, à frente da marca que vendeu e hoje leva seu sobrenome, foi uma homenagem à chuva. “Queria trabalhar a luz e suas nuances, brincar com efeitos chamuscados, com o calor”, conta. O resultado é quente: muitos vestidos com silhueta anos 1930 – ótimas as versões em xadrez com leve degradê e transparências que revelam lingeries (feitas pela primeira vez pelo estilista), a calça xadrez com shape 1970 e uma profusão de botas caubói (tendencinha que vem se confirmando) coloridas. Os tons de vermelho e laranja, recorrentes na coleção, deixaram os jardins do Ibirapuera povoados por imaginárias labaredas. Ao vivo, a trilha de Arnaldo Antunes e Marcelo Jeneci acaloraram a platéia. Como dizia o release, Sommer conseguiu levar um pouquinho de sol para uma noite fria e surpreendentemente com cara invernal.
por Renata Piza










