Indeciso sobre o tema de sua coleção de inverno, Fause Haten radicalizou: fez dois desfiles em um, cada um inspirado em uma coisa. “Sempre misturei referências, mas, desta vez, quis fazer coisas distintas e deixar o consumidor escolher com qual vai querer ficar”, disse. Marlene Dietrich e México foram os assuntos abordados, entrelaçados pelos mesmos acessórios – botas plataformas de couro com salto 15, pesadíssimas – e pelo formato coluna. A idéia veio do teatro: “O Enrique Diaz encenou Hamlet e A Gaivota ao mesmo tempo. Cada espectador elegia o que queria ver”, conta Fause. Marlene seria a peça perfeita para mulheres que não dispensam longos, vestidos de um ombro só, pretos, brancos e rosas, franjas e cristais, tudo com um quê anos 1930, diva. Já México, um tanto quanto literal nas formas (ponchos, saias com muito volume) e nos detalhes (passamanarias, cores) tem como protagonista os vestidos listrados com ou sem paetês. Sirva-se à vontade.
por Renata Piza










