É sempre um dilema para todo estilista equilibrar os saltos entre sua assinatura e a vontade/necessidade de se renovar. Nesta estação, Giselle Nasser – de pés no chão no fundo da passarela durante todo o desfile – encontrou um jeito de ser ela mesma (romântica, delicada) sem ser tão ela. Graças a um caldeirão multicultural (índios sul-americanos e cherokees, egípcios, indianos, guerreiros medievais), Giselle amadureceu a delicadeza do seu trabalho. Mulheres mais adultas, vestidas inclusive com uma ótima alfaiataria, escolheram saias mais justas ou tulipas, vestidos longos setentões (ao contrário de muitos estilistas que embarcam por conveniência numa tendência, os 1970s de agora é que parecem pertencer a Giselle), vestidos-túnicas, ponchos de macramê, chemisiers. A estilista estava lá, com a cintura marcada que é praticamente sinônimo da sua marca e com os roletês de seda que arrematam barrados e aplicações nas peças. Tudo conversa tão bem que, mais do que reforçar sua assinatura, a estilista conseguiu um final feliz perfeito para sua nova proposta de romance.
por Simone Esmanhotto










