Alfaiataria (e seu irmão menor, a camisaria) é a chave da moda de Priscilla Darolt. E tornar paletós, calças e camisas mais interessantes é praticamente a missão da estilista na Terra. Depois de um verão de tecidos nobres, cores pastel e muitas camadas, Priscilla pisa fundo na inspiração motoqueira. A silhueta é justa e sexy. E o trabalho agora foge de volumes para apostar em texturas. Algumas inusitadas, como zíperes unidos para criar as costas de um paletó, por exemplo, ou vivos de vinil. Outras do tipo chic-infalível, como o jacquard de espinha-de-peixe com acabamento de ciré preto (em vestidos muito bons). Preto, aliás, é a cor da coleção, com pequenas exceções para marrom (num xadrez gigante) e pontos de vermelhos, coral, amarelo. As peças são investimento para uma vida, daquelas para usar uma vez numa temporada, guardar e, só depois que a memória dos amigos apagar, tirar do closet. Mas são investimentos de personalidade. Quer ir de Priscilla muitas vezes num único inverno? Então, feche com as ankle boots tipo Oxford, de couro e camurça e salto de arrasar.
por Simone Esmanhotto










