Foi em Presidente Prudente, cidade onde nasceu, que Reinaldo Lourenço teve seu primeiro contato com o mundo rural: “Meu pai sempre me levava nas festas de peões”, conta. O tema, que tem glamour zero, foi transformado pelas treinadas mãos de Reinaldo em artigo de luxo. Suas cowgirls vestem organza, mohair (pele da cabra), casacos 7/8 de lã, com detalhes de couro, seda com forro de paetês, vestidos do tipo saloon, com a saia cheia de volume – os tules eram cortados em camadas e enchimentos inspirados em Dior foram acionados. Tudo acompanhado por botas cowboy ou sapatos boneca de píton. Puro luxo. O trabalho minucioso de bordados no couro, formando arabescos, e a técnica de roletê (o tecido entra em uma máquina especial e sai no formato de franjas) também merecem destaque. “Cada vestido levou uma semana para ficar pronto”, contou Reinaldo. O esforço valeu a pena.
por Renata Piza










