Não, Samuel Cirnansck ainda não foi a Londres. Mas sua veia punk-fetichista-chic, que todo mundo aprendeu a reconhecer no SPFW, tem tudo a ver com a terra da Rainha. Então, a inspiração serviu como um corselete bem justo – aliás, a peça que alinhava a coleção – para renovar os vestidões favoritos da cliente que adora derrubar a concorrência nas festas-baile e casamentões. Para garantir o efeito bomba, Samuel misturou a silhueta vitoriana – com corpo ajustadérrimo – à silhueta cinqüentinha, com cintura marcada e saias rodadas. Não a velha saia Dior maxigodê e sim uma versão toda drapeada em gomos. Num revival 1950s também, Samuel resgatou um tecido clássico da alta costura – o zibeline, que tem brilho, estrutura e finesse na medida das saias-lápis apresentadas no desfile. O arremate perfeito para os looks princesa-punk são booties de verniz – e boas sandálias meia-pata forradas de cetim. E se os ingleses, como diz Samuel, sabem “assumir as realidades banais da vida”, ele também pode. Na passarela, o estilista estréia um denim premium do grupo Santana, tirado do banal graças a fios mais nobres que substitutem o algodão. No verão 2008, esse denim chic vai virar a linha SCK, mais barata (preços médios previstos, R$ 150) mas não menos Cirnansck.
por Simone Esmanhotto























