Tereza Santos sabe (meeesmo!) fazer tricô. É carinhosa no trato com fios e tramas. Mas, neste inverno, inspirada pela boemia vinda da década de 1970 e pelas artes e ornamentos que decoram as casas brasileiras (pense nos gobelins que cobriam sofás e tapetes, nas franjas das cortinas e outros detalhes que dão charme a uma casa) trouxe uma coleção rica também de outros materiais. Abusou do chamois em saias longas – que aliás eram o ponto alto do desfile, tanto na camurça como na seda e no tricô. O couro também estava lá. Muitas vezes tingido mais de uma vez e com textura levemente amassada, apareceu em bons paletós, sequinhos e curtos, e em calças justas com bocas-de-sino sutis, que funcionam especialmente bem para quem tem pernas longas. As camisetas de malha com tratamento envelhecido, usadas sob quase todos os looks, eram uma graça e ajudavam a reforçar o ar de roupa quentinha e gostosa de usar, presente em todo o show. O momento glamour ficou por conta dos longos vestidos de festa feitos de lurex. Formas longas e simples, mas tudo feito com muito cuidado e coberto de pequenos detalhes. O resultado? Um luxo só!
por Helena Campos










