Jefferson de Assis define sua moda como metalinguagem. Sempre conceitual, nem sempre compreendido, o estilista aposta em imagens de impacto e dificilmente trabalha coleções temáticas. “Faço a roupa pela roupa”, diz em entrevista à Elle.
Seu desfile foi bem conceitual. Como você vai traduzir isso para uma coleção comercial?
A coleção é bem maior do que o mostrado na passarela. Essas peças são como as mães da coleção comercial. Vou fazer desdobramentos, por exemplo, da linha de jeanswear e das peças de seda. Meus desfiles sempre têm apelo na imagem, é um show, o meu marketing.
Moda é arte?
Não, é um exercício em cima de um material. Não me considero um artista, estou mais para um engenheiro de formas.
Você ficou satisfeito com a estréia?
Fiquei bem ansioso, mas feliz.