Celulite: dermatologistas revelam quais os melhores tratamentos

ELLE entrevistou médicos e pacientes das principais capitais do Brasil para saber o que funciona e o que não resolve nos tratamentos

Se há uma coisa que tira qualquer mulher do sério é descobrir furinhos e gorduras salientes pelo corpo. Pior que isso, só mesmo a frustração após um tratamento mal-sucedido para se livrar dessas mazelas. A boa notícia: as terapias evoluíram muito e agora prometem suavizar em até 70% a aparência de casca de laranja da pele e das saliências quando combinadas com dieta e exercícios. Há desde tratamentos high-tech, feitos com aparelhos que emitem ondas de radiofreqüência ou luz infravermelha, até a combinação de terapias mais antigas, como a mesoterapia, com técnicas atuais, como a carboxiterapia.

Entrevistamos 15 médicos e dez pacientes de norte a sul do Brasil para saber o que deu certo e o que foi inútil na luta contra a celulite e a gordura localizada. O campeão de bons resultados foi o Accent, um novo aparelho de radiofreqüência citado por cinco médicos e três pacientes, seguido por outro aparelho, o VelaSmooth, que combina luz infravermelha e radiofreqüência. Vários especialistas adotam técnicas mistas (ultra-som + injeções ou máquinas + cremes). Outros defendem soluções radicais, ou seja, cirurgias como a subcisão e a lipoaspiração. Há mulheres que se deram bem com massagem redutora e carboxiterapia, embora alguns médicos não acreditem nesses métodos. A seguir, os depoimentos de quem faz. E, claro, dicas espertas sobre alimentação e exercícios. Aproveite!

Foto: Thinkstock

PALAVRA DE MÉDICO

Os tratamentos que os especialistas testaram e aprovaram e o que, para cada um, não funciona.

Uso o Accent há quase um ano e obtive bons resultados em 150 pacientes não obesas com gordura localizada e flacidez. Há uma melhora de cerca de 70%, com redução de medidas e mais firmeza da pele. Na minha opinião, nem o Thermacool nem a endermologia funcionam

Paulo Barbosa, dermatologista, Salvador

Aposto na tecnologia do VelaSmooth, aparelho que utilizo há seis meses. Verifiquei perda de 8 cm de culote e é ótimo também para a celulite de graus I e II. Massagem redutora não resolve e a carboxiterapia tem resultados pouco duradouros

Ana Lúcia Recio, dermatologista, São Paulo

Há oito meses, aplico nas pacientes a endermologia vibratória com o Cellutec, um aparelho com o efeito da endermologia tradicional, mas sem seus danos colaterais flacidez, hematomas e vasinhos quando é mal administrada. Indico para quem tem grau III e IV de celulite e vi que há melhora de 70%

Cristine Carvalho, dermatologista, São Paulo

O aparelho de radiofreqüência Accent melhora em 50% a aparência da celulite até o grau II, mas, se houver furos, indico a subcisão. Cremes anticelulite e drenagem linfática não adiantam para os casos mais graves. Contra a gordura localizada, há a intradermoterapia combinada com o aparelho de ultra-som Manthus, mas podem surgir alergia e hematomas

Denise Steiner, dermatologista, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo

Entre as técnicas novas, o Tri-Active reduz a aparência da celulite sem causar desconforto nem efeitos colaterais. Para os casos mais graves, indico a subcisão. Os cremes têm pouco efeito na redução da gordura localizada

Doris Hexsel, dermatologista, Porto Alegre

O tratamento mais moderno contra celulite e gordura localizada é o aparelho VelaSmooth, que utilizo há oito meses. Ele age rápido, não tem efeitos colaterais e apresenta bons resultados. Acho que a endermologia pode deixar a pele flácida, a luz do Manthus não atinge as células de gordura e os cremes não funcionam contra a gordura localizada

Patrícia Rittes, dermatologista, São Paulo

Aposto na carboxiterapia contra a celulite. Em oito meses de trabalho com essa técnica, observei que os resultados variam de paciente para paciente, mas, em média, há a melhora de 50% na aparência da pele

Sérgio Aluani, cirurgião plástico, São Paulo

Trabalho com o Accent há oito meses para quem tem celulite em grau moderado e pouca gordura localizada e vi melhoras que variam de 15 a 40%. Parece pouco, mas todo ganho é válido quando dieta, exercícios e cremes não conseguem resolver esses problemas

Emmanuel França, dermatologista, Recife

Aposto na combinação do aparelho de ultra-som, o Manthus, com o creme Amarashape para reduzir principalmente a gordura localizada e, por tabela, melhorar a celulite. Em oito sessões, testemunhei a perda de 5 cm na região abdominal. Indico para as cheinhas com pele firme. Não funciona em magras flácidas

Carolina Ferolla, dermatologista, São Paulo

Não acredito em endermologia, massagem redutora e no aparelho Thermacool a meu ver ineficientes contra celulite e gordura localizada. Há um ano trabalho com o Accent, que suaviza 40% da celulite moderada em mulheres magras e jovens

Mônica Azulay, dermatologista, da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Indico dieta balanceada e atividade física. Se ainda restar celulite, uma cirurgia a subcisão eliminará as depressões. A meu ver, não há evidências científicas de que qualquer aparelho ou tratamento estético elimine gordura ou celulite

Ricardo Fenelon, dermatologista, Brasília

A lipoaspiração é a única técnica que elimina realmente a gordura localizada. Mas é preciso ser feita em centro cirúrgico de hospital nunca em consultório médico com profissionais experientes, de preferência, membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Em relação a tratamentos estéticos, acho que não há evidências científicas de que funcionem

Antônio Graziosi, cirurgião plástico de São Paulo e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

O que adianta contra gordura localizada e celulite leve é dieta e exercícios. Para os casos mais graves, só a subcisão e a lipoaspiração resolvem. Considero que outros procedimentos não têm resultados satisfatórios

Gabriel Gontijo, dermatologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais

Testei o aparelho de radiofreqüência Accent por seis meses antes de indicá-lo às pacientes. Percebi uma redução de 60% na celulite e o aumento na firmeza da pele. Na minha opinião, a carboxiterapia não funciona e ainda agride a pele

Ligia Kogos, dermatologista, São Paulo

Indico o tratamento que combina intradermoterapia, carboxiterapia e endermologia. Usamos a substância desoxicolato sódico, que, segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Estética, apresenta os melhores resultados para eliminar a gordura localizada

Priscila Villela Zancaner, endrocrinologista especializada em medicina estética, São Paulo.
 

 

O BÊ-Á-BÁ DOS TRATAMENTOS

Accent: Aparelho de radiofrequência que aquece as camadas profundas da pele até 40o C. O objetivo é estimular a queima de gordura e a fabricação de novas fibras de colágeno. De seis a oito sessões, feitas quinzenalmente.

VelaSmooth: Aparelho que combina sucção para estimular a circulação sanguínea, com luz infravermelha e radiofreqüência para destruir as células de gordura e as travas que formam a celulite. Cerca de 16 sessões.

Manthus: Aparelho de ultra-som que emite corrente elétrica e ondas ultra-sônicas para facilitar a eliminação da gordura. Pode ser usado em conjunto com o creme manipulado Amarashape. Média de dez sessões (uma por semana).

Tri-Active: Laser de diodo que combina a massagem mecânica e o resfriamento localizado, o que estimula a circulação sanguínea e o fluxo de líquido no local afetado, reduzindo a celulite. De oito a 16 sessões.

Subcisão: Cirurgia para romper as fibras que tracionam a pele e causam os furos da celulite. A técnica tem comprovação científica, mas requer pós-operatório cuidadoso, com restrição ao sol por três meses. Há riscos de manchas, dependendo da pele da paciente.

Intradermoterapia (mesoterapia): Injeções de substâncias liporredutoras em áreas de gordura localizada. É uma técnica dolorosa, que provoca hematomas. No mínimo, dez sessões uma por semana ou a cada 15 dias.

Endermologia vibratória: Na endermologia tradicional, um aparelho a vácuo suga a pele do corpo todo. Na vibratória, o aparelho Cellutec, por meio de um cabeçote, vibra fortemente sobre a pele sem descolá-la, promovendo drenagem linfática, aumento da circulação, ativação e quebra das células de gordura. Recomendam- se dez sessões, uma por semana.

Carboxiterapia: Injeções de dióxido de carbono (CO2) em camadas profundas da pele que fazem o organismo oxigenar mais as regiões tratadas, promovendo a vasodilatação e, conseqüentemente, o aumento do metabolismo da gordura. O tratamento requer de 15 a 20 sessões, uma vez por semana.

Massagem detox: Um tipo de drenagem linfática turbinada, que segundo Érica Burmeister, esteticista da clínica Kyron, em São Paulo, trabalha dois locais do corpo: um glânglio situado na parte inferior das costelas e a área próxima à safena. Érica garante que há melhora no aspecto da pele com celulite e indiretamente a ativação do metabolismo de gordura. São indicadas, no mínimo, dez sessões, uma por semana.

* Matéria original publicada em http://www.elle.com.br em julho de 2008

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