História trançada: as esculturas capilares de Joanne Petit-Frère

A artista resgata penteados e cria estruturas mágicas usando cabelo.

Você conhece Joanne Petit-Frère, a artista que está levando o mundo das esculturas a um novo nível com suas criações capilares? Se a matemática, a natureza, a engenharia, a alquimia, a arquitetura do mundo antigo e da África estão entre seus interesses, ela deve entrar para sua lista de admiração.

O trabalho da artista esteve recentemente envolvido em uma polêmica. Uma de suas coroas feitas de tranças, usadas por Solange Knowles para uma foto de capa de uma revista britânica, foi digitalmente apagada da imagem, fazendo com que a cantora se pronunciasse usando uma referência à sua própria música, Don’t Touch My Hair (não toque no meu cabelo). O veículo se desculpou e, depois da repercussão, as obras de Joanne ficaram ainda mais no holofote artístico.

Em suas mãos, fios e tranças se tornam máscaras, capacetes, longas extensões e turbantes vivos. Tudo começou enquanto estudava no Fashion Institute of Technology, quando decidiu focar naquilo que antes eram acessórios para as outras criações fashion. Hoje ela é artista residente da Ancestral Strands, uma boutique de tranças no Brooklyn, e está trabalhando como produtora na encubadora artística Brooklyn Temple of Epistemology.

Ela conta para a Another que combina história, emoções, resistências e espiritualidade em seu trabalho: “tudo o que eu ouço e compartilho é parte de um engajamento que é firmado durante o ritual de construir o cabelo, a coroa, a ideia. Meu trabalho pode ser técnico, mas também tem natureza experimental. Não estou entregando os Afros que as pessoas estão acostumadas, por isso sempre tive dificuldade em ser chamada de hairstylist. Eu faço mais que isso e, de forma respeitosa, tenho outros protocolos.” É por isso que ela combina tanto com artistas como Solange, que é conhecida por ter diversos talentos e pesquisar sobre a identidade feminina e negra e sua espiritualidade ancestral.

O último projeto de Joanne, nomeado “Jo Goes West”, explora as origens de diferentes estilos de penteados e surgiu em uma viagem pela Califórnia. “Esse projeto é uma metáfora em muitas formas. É um movimento, uma busca de arquivos inspirada pelo que já venho procurando em termos de fatos históricos.” Ela espera que essa trajetória se torne uma publição ou desenvolva algo maior que una suas esculturas e seu arquivo — e que continue engajando o mundo através do resgate da história.

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