O poder do café

O cientista americano Joe A. Lewis descobriu no café um poderoso antioxidante

Joe A. Lewis
Foto: Divulgação


O que há de tão especial nessas sementes?”, pensou o biólogo e químico Joe A. Lewis enquanto pesquisava a pele de trabalhadores em plantações de café. Além de resultar em uma das bebidas mais populares do mundo, os frutos mantinham as mãos dos agricultores lisas e livres de manchas, enquanto o rosto, o pescoço e os braços sofriam com as queimaduras solares. Ali, Lewis e sua equipe descobriram um potente antioxidante: o coffeeberry. Em quase 30 anos pesquisando e desenvolvendo ativos anti-idade, o cientista também participou da descoberta de duas poderosas substâncias: os alfa-hidroxiácidos e a idebenona.

De que parte do grão vem o coffeeberry?
Para a ação cosmética, usamos o fruto e a semente no estágio semimaduro, quando deixa de ser verde e começa a ter manchas avermelhadas. É nessa fase que se encontra a maior concentração de polifenois (antioxidantes).

Qual a diferença entre esse ativo e antioxidantes como cacau, chá verde e vitamina C?
Ele contém um mix de polifenóis (os ácidos ferúlico, clorogênico e quínico), que demonstraram ter uma capacidade anti-idade maior do que os ativos mencionados. Estudos apontaram que o cacau possui menos de 50% de antioxidantes do que o coffeeberry, que também se mostrou superior ao chá verde, ao mirtilo e ao açaí. A vitamina C é poderosa, mas, por outro lado, oxida facilmente e tem menor quantidade de polifenóis.

Quais os resultados comprovados cientificamente com o uso contínuo desse ativo?
Com cerca de seis semanas de aplicação, duas vezes por dia, é possível notar a pele mais clara e luminosa. As rugas ficam menos evidentes após dois meses, dependendo do tipo de pele e da resposta de cada um ao tratamento.

Se o tratamento com antioxidantes for interrompido, o problema volta?
Pode demorar semanas ou meses, mas a pele volta ao que era antes, sim. Trata-se de uma terapia para a vida toda. É como afirmar que você não precisa mais tomar água depois de alguns copos, pois já está hidratada. O mesmo ocorre com o colágeno – se ele foi destruído, não volta da noite para o dia, pois precisa de estímulo para ser produzido novamente.

Qual é a tendência nos tratamentos de pele?
A personalização, levando em conta os fatores genéticos e hábitos pessoais. As mulheres não precisarão ter 300 tipos de creme. Usarão um produto sob medida para a pele delas e irão gastar menos.

* Matéria original publicada em http://www.elle.com.br em setembro de 2010

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