Saiba o que é preciso para ter uma pele como a das mulheres sul-coreanas

A corrida por uma pele supertratada e branquíssima (uma meta para as orientais tanto quanto o bronzeado de verão para boa parte das brasileiras) fez com que as marcas locais desenvolvessem produtos e tecnologias desconhecidos do lado de cá do planeta. Aos poucos, essa movimentação, em um mercado gigante, atraiu o olhar da indústria ocidental.

Em 2013, a L’Oréal comprou a Magic Holdings International Limited, uma marca chinesa conhecida como uma das maiores fabricantes de máscaras faciais daquele país. Recentemente, foi a vez de a Lancôme, que anunciou uma nova base, a Cushion Miracle, com tecnologia (adivinhe?) desenvolvida na China. “A tendência da esponja nasceu na Coreia do Sul, em 2008, e logo virou uma febre na Ásia”, conta Aline Belda, diretora de marketing internacional da marca no continente. Este ano, a chinesa Herborist e a sul-coreana Erborian abriram flagships europeias, em Paris, e, em maio, em meio a boatos de que compraria e internacionalizaria duas marcas sul-coreanas, a Estée Lauder revelou que está focada no mercado asiático. “Não são só os produtos. Estamos de olho na Coreia como um lugar para observar e aprender tendências”, disse Fabrizio Freda, presidente e CEO da marca.

Afinal, o que faz da Coreia do Sul um lugar tão atrativo? O Oriente é um mercado em expansão e representa uma fatia gorda das vendas de marcas de luxo – tanto em moda quanto em beleza. O que fascina é a preocupação das mulheres de lá em atingir a perfeição quando se fala da aparência do rosto. As asiáticas têm o hábito de usar até 11 produtos de pele por dia, sem contar a maquiagem. O ritual começa com uma espuma de limpeza e passa por tônico, sérum, hidratante e filtro solar, pela manhã. No final do dia, elas usam demaquilante, espuma de limpeza, tônico, uma máscara (duas ou três vezes na semana), um sérum com enfoque na característica principal da sua pele e outro hidratante. Ufa! Quem conta é a dermatologista Vivien Yamada, da Haute Dermatologia e Estética, em São Paulo. Apesar da mudança progressiva, a médica explica que as brasileiras são mais imediatistas em relação aos resultados de tratamento, enquanto as orientais capricham na prevenção e na proteção.

Por diferenças culturais e de clima, nossa rotina de cuidados não pode ser comparada. No entanto, alguns hábitos nós podemos roubar já. Um fator importante é o padrão das sul-coreanas, que se baseia em peles alvas e claras, o que as faz proteger a pele desde muito cedo (uma prática que pode e deve ser adotada) e evitar o fotoenvelhecimento. Lá e cá, o hidratar é imprescindível e, quando falamos dos produtos asiáticos, o destaque são estas três etapas: a proteção, a preocupação com manchas e a hidratação.

 

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