“As francesas são muito elegantes, mas sinto falta de cores”

Ana Garmendia desvenda o estilo de uma brasileira em Paris.

A Anni Barros se mudou do Brasil em 2016 e veio até Paris para dar um tempo e também trabalhar em seus mais diversos jobs (ela pinta, faz trabalhos digitais e pretende lançar em breve sua linha de bijoux). Depois de um batismo de um ano e meio por aqui, agora, aos 28 anos, ela já se mandou para Milão, mas absorveu bem a cidade-luz e contou um pouco das suas descobertas de uma maneira especial. Sobre o famoso estilo único das parisienses, concluiu que faltam cores, apesar da elegância: “São muito elegantes, sem sombra de dúvida, mas sinto falta de cores por aqui. Às vezes é tudo muito sóbrio demais”. Veja o que mais Anni disse para gente em um papo bem sincero:

O que você faz na vida?

Artes visuais. Na verdade, eu faço um pouco de tudo. Misturo digital work, pinto, desenho, fotografo umas coisas, estou desenhando uma linha de bijuterias. Eu quero lançá-la ano que vem em paralelo com meu job de modelo. Eu planto bananeira, me viro nos 30, etc. (risos)

Conta para gente o look que você usa na foto?

Camiseta e calça Zara. Sapato Givenchy e bolsa Miu Miu.

Leia Mais: Esta artesã sempre viveu em Paris e conta a fórmula da elegância

 (Ana Clara Garmendia/ELLE)

O que mais influenciou teu modo de vestir ao se mudar para Paris?

A qualidade do que eu visto. Depois de me mudar pra cá, percebi que a chave é investir nas peças certas com bom corte e qualidade. Hoje prefiro ter roupas e acessórios que duram muito do que ter muitas coisas descartáveis no guarda roupa que vão durar apenas uma temporada.  Os clássicos são sempre os clássicos.

O que as parisienses têm de especial no vestir e no ser que fez você refletir sobre o seu estilo? Você as considera mais elegantes e bem-vestidas do planeta? 

Eu sempre gostei muito do jeito despretensioso delas de se vestirem. Elas também carregam essa coisa de que você não precisa mostrar nada pra ser sexy. Nada é óbvio.  É tudo muito sutil e sempre bem colocado. São muito elegantes, sem sombra de dúvida, mas sinto falta de cores por aqui. Às vezes é tudo muito sóbrio.

O que o movimento feminista representa para você?

Representa a minha luta diária pra ter o direito de ir e vir e principalmente ser respeitada por minhas escolhas. “We definitely should all be feminists”.  

Quais seus indispensáveis franceses de beleza?

Nenhuma marca específica, mas o infalível combo máscara de cílios + batom vermelho. Clássico! E um bom hidratante facial também.

 (Ana Clara Garmendia/ELLE)

Melhor lugar para comprar barato em Paris?

Os brechós! Têm muitos espalhados pela cidade e, dependendo da sorte, dá pra encontrar muita coisa barata e incrível.  É legal ir com tempo e disposição pra a “caça ao tesouro”. Eu nunca lembro do nome dos lugares. Eu sempre vou andando e descobrindo as lojinhas, então a minha dica é de se jogar mesmo!

Melhor lugar para comprar caro em Paris?

Rua du Faubourg Saint Honoré. As principais lojas estão ali e eu acho mais cool do que a avenida Montaigne. Pra quem tem pressa, as galerias Lafayette têm tudo de tudo num só lugar, mas está sempre cheia de turistas.

Melhor balada de Paris?

Raspoutine para deep house e Larc para hip-hop. Mas tem também sempre muita festa incrível acontecendo aleatoriamente em outros lugares da cidade. Principalmente durante a fashion week.

 (Ana Clara Garmendia/ELLE)

Melhor comidinha de Paris?

Gosto do Loulou que fica ali do lado do Louvre. A pizza de trufa deles é sensacional. Tem um lugar novo que fui esses dias e gostei muito chamado Hotel National des Arts e Métiers. Boa combinação de drinks, comida, música bacana, ambiente incrível e gente bonita. Uma vibe bem hotel Costes. Tem um outro restaurante bem despretensioso que eu amo. Ele se chama Casa Milano e fica no bairro sete e, pra mim, serve a melhor comida italiana in town. O dono é mega simpático e o atendimento faz toda a diferença.

Qual a sua fórmula infalível de sair aqui e causar?

Mini saia, salto alto e um bom batom vermelho. Não tem erro!

Pode dar dicas de galeria, livraria, algo que goste de cultura aqui? 

Palácio de Tokyo e o Centro Georges Pompidou valem muita a visita pra quem gosta de arte contemporânea. E minha dica infalível é sair a pé pra bater perna e se perder pelas ruazinhas de Paris. Tem sempre uma surpresa a ser descoberta.

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