A Rainha do Dancehall brasileiro, Lei Di Dai em exclusiva a ELLE

A convite da Red Bull Itália, a multiartista e ativista desembarca na Europa com seus novos projetos.

Cantora, compositora e MC, a paulistana Daianne, começou a cantar profissionalmente em 1999. Após seis anos de sua estreia, iniciou sua carreira solo e assumiu o nome artístico “Lei Di Dai”. Com o novo batismo, foi eleita Rainha do Dancehall Ragga no Brasil, ritmo eletrônico do reggae jamaicano, pela revista “Rolling Stone” em 2006.

Desde então, já lançou dois álbuns, Alpha & Omega (2008) e Quem Tem Fé Tá Vivo (2016), além de ser idealizadora do sound system “Gueto pro Gueto – Sistema de Som”, um projeto pioneiro, produzido por mulheres, que leva desde 2012, sons como os jamaicanos, para espaços públicos nas periferias das cidades. O projeto também oferece oficina de grafite e workshop de dança.

A convite da Red Bull Itália, Dai desembarcou na semana passada em Florença, onde irá gravar dois singles em parceria com a Numa Crew (coletivo formado por um MC mais DJs e produtores), pioneira na cena de dubstep italiana e referência no cenário independente do país. Em conversa com exclusividade a ELLE, Dai conta sobre sua carreira e seus novos projetos.

 (Madrejuana/Divulgação)

De onde veio o nome Lei di Dai?

Em 2005 fui rebatizada! O baixista Rafael Dumdum ficou vários dias me falando: “você só segue suas ‘leis’ só na Lei da Dai”. Então é isso: Lei di Dai, que taca fogo na babilônia! Assumi o pseudônimo e tudo deu certo!

Quais são suas inspirações musicais e o que a fez querer entrar no mundo da música?

Minha inspiração maior é a música jamaicana, porém ouço muito jazz, soul, hip hop, dubstep e música eletrônica. Sempre quis ser artista, me preparei pra isso: fiz canto, dança, teatro e com muita fé acreditei no meu talento. Nos últimos 12 anos de carreira solo, minha vida mudou totalmente cantando dancehall, eu conquistei auto estima e sabedoria pra continuar fazendo o que eu amo.

Como conheceu o dancehall?

Cresci numa família musical, meu pai era um grande apreciador de boas músicas e, nos anos 90, ele comprava VHS de festivais na Jamaica e eu assistia tudo! E desejava ser cantora de dancehall.

Pode falar um pouco sobre seu projeto Gueto Pro Gueto?

O Gueto Pro Gueto é um projeto inspirado na cultura sound system jamaicana e seus elementos. Esse formato era o mais viável para chegar nas comunidades, fazer parceria com eles e movimentar a economia local. São atividades para toda a família. Levamos estrutura de som, camarim e um palco itinerante onde todos podem se manifestar culturalmente. Promovemos oficinas de dança, grafite e bate-papo sobre assuntos que a própria comunidade escolhe. É um dia bem democrático e cheio de amor.

Sobre o convite da Redbull, o que você espera da gravação na Itália com a Numa Crew?

Estou muito feliz com essa oportunidade! Os caras são referência no Dubstep e ritmos jamaicanos na Itália, o objetivo da  turnê “SHINE” é fazer muito show, mas também finalizar o meu novo EP chamado “RAINHA #guetoprogueto” [com lançamento para 2018], com uma pegada mais moderna, com artistas do mundo que se inspiram na música jamaicana.

Após a passagem pela Itália, você segue para a Inglaterra para participar do projeto Grrrl, organizado pela Universidade de Manchester. Com o objetivo de mobilizar, empoderar e conectar artistas de locais de conflitos, como foi o convite para o evento e o quais ideias pretende expor lá?

É o segundo ano que sou convidada para o evento pela Ruth Daniel, idealizadora do projeto. A minha ideia é expor a união das mulheres na música. Sou muito grata por participar desse lindo acontecimento, sei que serão shows inesquecíveis ao lado de artistas como AWA KHIME (Zimbábue), Noella Wiyaala (Gana), Nono Nkoane (África do Sul), Sohini Alam (Bangladesh) e Speech Debelle (Inglaterra), em diferentes apresentações pelo Reino Unido.

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