Os 13 artistas que você vai querer seguir neste ano

Treze novos nomes que estão dando o que falar em diversas áreas da cultura.

  • Sussi, drag queen

Scotty Sussman na identidade, mas apenas Sussi nas apresentações. “Eu tirei o man porque não precisava disso e adicionei um i porque é muito mais fofo”, explica sobre o nome. De Venice Beach, em Los Angeles, Califórnia, se mudou para Londres por um tempo e hoje é uma das figuras mais interessantes da vida noturna nova-iorquina. “Sussi é uma extensão da minha própria alma.

SUSI DRAG QUEEN

 (Anthony Lycett/Divulgação)

É como eu quero me sentir e parecer externamente”, explica. Sua drag é um verdadeiro retorno da figura dos club kids dos anos 1990 adaptada para hoje. Sussi já virou um ícone na internet e é mais do que uma personagem para ficar de olho – foi clicada para revistas internacionais e campanhas de marcas como a Barney’s New York. “Nós precisamos criar o reino no qual queremos viver.”

  • Charles Jeffrey, designer

De Glasgow, na Escócia, vem o estilista, ilustrador e club kid Charles Jeffrey, 26 anos. Ele deixou muito cedo o seu país natal para se aventurar em Londres, Inglaterra. Estudou na prestigiada Central Saint Martins e tem passagem por três meses como estagiário no ateliê de alta-costura da Dior, em Paris. Sua marca, a Loverboy, foi aberta em 2015, ao lado de vários outros amigos criativos.

CHARLES JEFFREY

 (Charles Jeffrey/Divulgação)

A label vai desde um agito como casa noturna até a apresentação nas passarelas da London Fashion Week. No começo de dezembro, ele ganhou das mãos de John Galliano, uma de suas principais inspirações, o prêmio de melhor designer masculino emergente britânico no British Fashion Awards. Além disso, Charles acaba de abrir uma exposição solo e interativa, chamada The Come Up, na Now Gallery, em Londres, que estará aberta até o dia 11 de fevereiro.

  • Yuli Yamagata, artista plástica

Com 29 anos, Yuli Yamagata é um novo nome das artes plásticas para acompanhar de perto. No ateliê coletivo, que ela divide com outros amigos profissionais da área, explora em cada detalhe a paisagem como tema, em materiais inusitados, como tecidos e fibras de silicone. Bacharel em escultura pela Universidade de São Paulo, em 2015, ela já expôs em instituições como o Centro Cultural São Paulo, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e a galeria Pivô.

YULI YAMAGATA

 (Yuli/Divulgação)

Antes de tocar a própria pesquisa, trabalhou na área de conservação e restauro do Museu de Arte Contemporânea, em São Paulo, e foi assistente dos artistas Ana Luiza Dias Batista, Tonico Lemos Auad e Pedro França.

  • Cosmo Pyke, cantor

Você pode não acreditar, mas esse é o nome verdadeiro do garoto de 19 anos, vindo de Peckham, sudeste londrino. Cantor, compositor, multi-instrumentista, grafiteiro, skatista e modelo nas horas vagas, ele já apareceu no vídeo Nikes, de Frank Ocean, e acaba de estrelar a campanha de inverno 2017 da Versus Versace, intitulada Sub-Versus Generation.

COSMO PYKE

 (Cosmo Pyke/Divulgação)

Tem sido considerado uma das apostas mais certeiras da nova geração de músicos. Just Cosmo, lançado no começo do ano passado, é o seu début musical. O álbum tem apenas cinco faixas e uma união excelente de indie e psicodelia.

  • Aline Tima, artista e designer

Formada em artes plásticas pela faculdade Belas Artes, em São Paulo, em 2013, Aline Tima fez do tricô a sua linha de pesquisa para produções em performance e ativismo políticos. Ela também comanda a grife Tricoma, que debate o consumo exacerbado e conta com cardigãs dupla face coloridíssimos.

ALINE TIMA

 (Vivi Bacco/Divulgação)

Ela começou no coletivo paulistano Voodohop, em 2012, injetando suas peças de paleta elétrica no meio das festas do grupo. Se destaca pela criação do que chama de “dispositivos performáticos de resistência”, ou balaclavas, também de pantone forte, que realça e esconde quem a usa. Aline fez parte da primeira temporada do projeto Meio Fio, da Melissa, e já se apresentou no Sesc Pompeia e na Virada Cultural, em São Paulo. Recentemente, foi convidada a participar de um projeto da Nike, junto com o coletivo Batekoo, para comemorar 30 anos do modelo Nike Air Max.

  • Baco Exu do Blues, cantor

Diogo Moncorvo, aka Baco Exu do Blues, 21 anos, é um rapper baiano que lançou seu primeiro álbum em setembro de 2017, o Esú – uma palavra que é uma espécie de encontro dos nomes Jesus e Exu, o orixá africano. Muito bem recebido pela crítica, o disco conta com participação de KL Jay, é um estudo sobre a trap music e faz homenagem a outras criações de música no Brasil, como o mangue beat, e às artes visuais, como os cliques do fotógrafo e escultor baiano Mario Cravo Neto, que inspirou toda a arte do encarte.

BACO EXU DO BLUES

 (Mavi Moraes/Divulgação)

Sempre em defesa dos artistas nordestinos no país, Baco decidiu retratar em seu primeiro trabalho temas universais, como o racismo e os gostos e desgostos da vida, em letras mais melancólicas ou de pura sedução, como no hit Te Amo, Desgraça.

  • Kito Muñoz, fotógrafo

Quando o assunto é fotografia de moda, o nome do espanhol Kito Muñoz, 20 anos, entra em todas as listas de artistas para ficar de olho. “Eu gosto das novas visões sobre o homem e sobre essa nova masculinidade, que tem refletido mais as mudanças sociais”, ele comenta sobre um dos principais focos de seu trabalho: garotos. “Sou obcecado pelas reações mais instintivas dos garotos”, diz sobre o ar de homoerotismo que aparece em seus cliques.

KITO MUNOZ

 (Kito Muñoz/Divulgação)

Ele faz parte do squad do estilista que chacoalha os padrões de gênero na moda, Palomo Spain, e assinou sua participação em marcas como Opening Ceremony e Delpozo. Sobre o futuro da moda, avalia: “Só espero que ela não pare de sonhar”.

  • Alton Mason Jr., modelo e bailarino

Filho de uma ex-modelo e um jogador profissional do basquete, Alton Mason Jr. passou a vida rodando o mundo. Foram 11 países em 20 anos de vida. Ele foi ginasta, dos 2 aos 13 anos, e entrou para a Academia de Artes Dramáticas, em Los Angeles, quando completou 17, para estudar dança. Alton já estava mais do que encaminhado como bailarino, engatando apresentações com P. Diddy e Lil Kim, quando foi descoberto pelo Instagram. Em seu perfil pessoal, ele ficou desconfiado quando recebeu uma mensagem para participar do casting da Yeezy Season 3, a marca de Kanye West, cantor do qual é fã. Já modelo, não demorou muito para cair nas graças de Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci. Para a grife italiana, Alton virou um garoto-propaganda de destaque e, depois de estrelar em campanhas e passarelas, passou a ser chamado de o “Gucci Guy”.

  • Antonia Marsh, curadora

Prestes a completar 30 anos, a britânica Antonia Marsh já virou uma figura emblemática do mundo das artes plásticas. Com formação específica em curadoria pela Californa College of Arts, ela exerce a profissão na Cob Gallery, em Londres, mas não só isso. Fundou em 2014 o Girls Only, um projeto que consiste em residência e exposições com o objetivo de incentivar a produção artística de mulheres em todo o mundo – o programa passou por Copenhague, Nova York e Mumbai, na Índia.

ANTONIA MARSH

 (Hannah Young/Divulgação)

Ela trabalha em parceria com a Anti-Agency, uma agência de modelos que prioriza a personalidade e a individualidade de talentos, no lugar dos padrões físicos. Sua mais nova empreitada é o movimento Not Surprised, uma página assinada por outros profissionais das artes visuais com o propósito de discutir e expor atitudes de assédio na área.

  • Leonardo Mouramateus, cineasta

O Brasil tem explorado menos a vitalidade do trabalho de Leonardo Mouramateus do que a Europa. Nascido em Fortaleza, o cineasta, de 24 anos, coleciona premiações de eventos como o Festival del Film Locarno, o Cinéma du Réel e o Indie Lisboa. Recentemente, seus curtas-metragens ganharam uma retrospectiva no Centre Pompidou, em Paris. Usando poucos recursos e conseguindo até tirar proveito dos limites que a produção independente impõe, Mouramateus cria uma linha de produção focada na juventude. Entre os destaques de sua filmografia estão o curta Vando Vulgo Vedita, sobre a individualidade, a coletividade e a construção de identidade, e o seu primeiro longa, António, Um Dois, Três, sobre um garoto que foge de casa e de seus problemas.

  • Rina Sawayama, cantora

Rina Sawayama, 27 anos, nasceu no Japão, mas sempre viveu em Londres, Reino Unido. Ela descreve as suas próprias músicas como um “R&B que tem um brilho subliminar de pop”. Logo no primeiro álbum, o Rina, lançado no ano passado, já alcançou a desejada lista de um dos 20 melhores do gênero da publicação de música Pitchfork. Com seus cabelos bem alaranjados e sua atitude peculiar, foi recrutada para a campanha de inverno 2017 da Versus Versace.

RINA

 (Rina/Divulgação)

Além disso, se destaca nas redes como ativista do feminismo asiático – que leva em consideração as especificidades das mulheres asiáticas ou com essa ascendência. “Espero que o mercado seja mais inclusivo no futuro”, diz. “Espero ainda que a arte forneça um espaço para que as minorias escapem da vida real.”

  • Caleb Landry Jones, ator

Não entenda como uma forma de spoiler, mas o ator tem ficado conhecido em Hollywood como o homem que não dura até os créditos finais das produções em que atua. Isso porque na maioria das séries e dos filmes que Caleb Landry Jones, 28 anos, já participou, seus personagens acabaram morrendo. Os destinos terríveis nas telinhas, de toda maneira, não interferiram em nada em suas interpretações.

calen-landry-jones

 (Jason LaVeris/Getty Images)

Atualmente ele é um dos nomes mais quentes em listas de premiações, emplacou papéis de coadjuvante em vários filmes com chances no Oscar (como Três Anúncios para um Crime, Corra! e Projeto Flórida) e esteve na nova temporada de Twin Peaks.

  • Rincón Sapiência, cantor

Rincón Sapiência, 32 anos, veio da Zona Leste de São Paulo, faz turnê em países como França e Portugal e se prepara para uma apresentação no festival Lollapalooza de 2018, em março. Com o seu primeiro disco, o Galanga Livre, lançado no começo de 2017, ele foi escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte como o artista do ano. Juntando rap, elementos eletrônicos e gêneros como funk e blues, ele escreve faixas de sucesso, como Ponta de Lança, sobre a capacidade de aumentar a própria autoestima.

RINCON SAPIENCIA

 (Renato Stockler/Divulgação)

Tudo começou depois que fez uma viagem a países como Senegal e Mauritânia, em 2012. Seu sobrenome artístico reflete seu maior objetivo: a busca por conhecimento.

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