Megaexpo de Hélio Oiticica em Fortaleza

Mostra com 60 obras vai até maio no Espaço Cultural Airton Queiroz, no campos da Unifor.

Fica em Fortaleza a instituição que vem chamando a atenção do Brasil inteiro pelas grandes exposições que vem organizando. Ano passado, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes ganharam mostras de grande porte no Espaço Cultural Airton Queiroz. Agora, é a vez de Hélio Oiticica (1937 – 1980) ser homenageado na mostra Hélio Oiticica – estrutura corpo cor.

Ares Soares Ares Soares

Ares Soares (/)

A obra Parangolé. 

Dono de uma importante e extensa coleção de arte contemporânea, o empresário e dono da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) Airton Queiroz, chanceler da Fundação Edson Queiroz (o nome é homenagem a seu pai) convidou os curadores Celso Favaretto e Paula Braga para organizarem a exposição.

A grande sacada da montagem é permitir ao público interagir com as obras de Oiticica. Estão lá réplicas de alguns dos famosos Parangolés (que podem ser vestidos) e obras interativas como o Penetrável Gal (1969), composto de filamentos de plástico azul, que pode ser atravessado, levantando questões sobre as dimensões e sensações provocadas pela arte. Uma das Cosmococas, as salas que foram criadas em parceria com o cineasta Neville D’Almeida e que propõe um novo jeito de pensar o cinema também está lá (nesta, a proposta é assistir ao filme deitado em colchões no chão, lixando as unhas com lixas descartáveis entregues na porta da sala).

Divulgação Divulgação

Divulgação (/)

Obra Relevo Espacial A22, 1959.

“Hélio Oiticica é muito atual porque consegue reposicionar vanguarda e participação”, diz a curadora Paula Braga. “Em um momento em que até a internet está sendo fagocitada pela indústria cultural, uniformizadora, esse interesse por artistas como ele demonstra uma vontade de contracultura hoje em dia”, explica. Nome quente entre os artistas brasileiros, Oiticica será tema de uma grande exposição que vai viajar pelos Estados Unidos a partir de julho. “Por causa disso, poderíamos ter tido dificuldade de conseguir algumas obras dele, que já estão fora do País, mas acabamos reunindo uma amostra muito significativa”, completa a curadora. A mostra tem ainda quadros do início da carreira do artista e alguns de seus bólides, estruturas manuseáveis, além de uma escultura em um dos jardins da universidade – o Campus, aliás, é riquíssimo para quem gosta de arte, com esculturas de nomes como Bottero e Amilcar de Castro espalhados por salas e espaços ao ar livre. A prova de que há muito mais que praia no Ceará.

Até 1o de maio de 2016, no Espaço Cultural Airton Queiroz, no campus da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

 

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