O lado cool do Texas

Todo mundo quer morar em Austin, a capital texana tem boa comida, música de primeira e uma cabeça para frente que contrasta com a vizinhança.

Austin é uma capital que mantém o clima de lugar pequeno, mesmo sendo uma das cidades que mais cresce nos Estados Unidos. Os vários parques e o lago Lady Bird, onde é possível pra­ticar esportes, incentivam a vida ao ar livre em meio aos prédios espelhados do centro. O lema “keep Austin weird” (mantenha Austin estranha), que aparece em souvenirs, incentiva o consumo do que é local, afastando grandes redes e a comercialização excessiva. Essa ideia faz com que pequenos empreendimentos prosperem ao lado de grandes empresas de tecnologia que cada vez mais ocupam o Downtown.

Não à toa a cidade com 2 milhões de habitantes – que re­cebe mais de cem novos moradores diariamente – é chamada de a Califórnia do Texas. Assim como a região mais paz e amor do país, ali assuntos como abertura para a diversidade são tratados como prioridade. Austin é considerada uma ilha progressista no meio do conservador Texas, que há apenas um ano aprovou o casamento de pessoas do mesmo sexo.

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O pensamento para frente também vale para a alimentação: os restaurantes da cidade seguem a bandeira farm to table, ou da fazenda para a mesa, o que aproxima os produtores e reduz a oferta de comida industrializada. O japonês Uchi (uchiaustin.com) adotou a ideia e combina peixes frescos do mundo todo com ingredientes locais. Criação do chef ame­ricano Tyson Cole, ele foi nomeado o melhor restaurante da cidade pela revista Business Insiders em 2015. O Uchiko (uchi­koaustin.com), nova casa de Cole, tem receitas sublimes para o tradicional sushi, como o Shime Saba, uma combinação de cavalinha da Noruega, tomate, trufa e manjericão.

No ótimo hotel Kimpton Van Zandt (hotelvanzandt.com), inaugurado este ano, um casamento gay aconteceria nos dias seguintes à passagem de ELLE por lá. O prédio de 16 andares com decoração moderna recebe empresários durante a sema­na e, aos sábados e domingos, é preenchido por gente jovem e famílias que vão curtir a cidade. Está incluso na hospedagem um serviço de empréstimo de bicicletas ultracharmosas. E, no hall e nos elevadores, a seleção musical (folk, indie e rock) é impecável. Prepare-se para morrer de vontade de saber o que está tocando cada vez que cruzar a porta de entrada.

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O título de capital da música também colabora para o clima libertário. Desde os anos 1970, músicos e bandas de country, rock, blues e indie se apresentam em bares e pubs – enquanto o público se delicia com cervejas sempre locais. Os festivais de música Austin City Limits, de 30 de setembro a 9 de outubro, e South by Southwest, geralmente em março, que também tem atrações de cinema e tecnologia, são os maiores eventos anuais da cena cultural e um ótimo momento para visitar a cidade. Mas o fato é que diariamente há boa música por lá. Endereços como o The White Horse (thewhitehorseaustin.com) oferecem aulas de como dançar country juntinho cerca de uma hora antes dos shows. O bar, em uma travessa da agitada 6th street, conta com um quintal delicioso para passar o fim de tarde. A banda australiana A Man Called Stu tocava seu country arrastado quando ELLE esteve ali. Se chegar cedo, pare na sorveteria Gemelli (gelateriagemelli.com), que também vende coquetéis e café.

Uma outra área jovem e mais destinada a compras é o South Congress (SoCo). Ali, o clima cool toma conta da paisagem. Jovens com botas de cowboy, tatuagens, chapéu e cabelo comprido caminham e pedalam suas bikes fixas. É onde estão os brechós, as livrarias e as multimarcas como a By George (bygeorgeaustin.com), que vende grifes descoladas, como Acne Studio e Jaquemus, ao lado de peças de jovens estilistas com o selo “made in Texas”. Perceba que o estilo country sempre aparece em detalhes da decoração e nas roupas dos locais. Ainda assim, não há sequer um cavalo nas ruas. Seria uma boa pedida, já que a cidade não possui transporte público suficiente e, depois que o Uber suspendeu as atividades por lá, a quantidade de táxis não dá conta do recado. Um carrinho amarelo pode demorar até meia hora para cruzar seu caminho. Por isso, vista suas botas de cowboy e alugue um carro. Fica mais fácil entrar no clima da cidade – e que clima!

A jornalista viajou a convite do turismo do Texas. 

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