Para acompanhar: blogueiras de moda que também são feministas

Porque blogs de moda vão, sim, muito além das roupas! Confira aqui três nomes engajados não só na causa fashion, como também na das mulheres.

Leandra Medine, do The Man Repeller

O nome do blog criado pela fashionista Leandra Medine surgiu de tanto ela escutar que seus looks eram do tipo “espanta-homem”. Isso porque sempre gostou de inventar produções repletas de peças, camadas e tendências, sem se preocupar em estar explicitamente sexy ou mesmo básica, o que seria, digamos, mais eficaz caso ela estivesse querendo fisgar olhares masculinos. Ao assumir seu próprio estilo, no entanto, ela reforça a ideia de quem temos de nos vestir para nós mesmas, sem qualquer intenção além. É a forma mais direta de explicar um dos mais poderosos conceitos da moda. Quer mais feminista do que isso?

Ju Romano, do Entre Topetes e Vinis

Reprodução/Entre Topetes e Vinis Reprodução/Entre Topetes e Vinis

Reprodução/Entre Topetes e Vinis (/)

No Entre Topetes e Vinis, a jornalista Ju Romano fala principalmente sobre meninas que não se encaixam nos chamados “padrões de beleza”, mas querem usar a moda e beleza para se expressar mesmo assim. Já de cara Ju explica que criou o blog para discutir assuntos como cabelo e maquiagem, duas de suas grandes paixões. O diário, no entanto, vai além disso e toca também em pontos do comportamento feminino diretamente ligados a posições feministas, como quando Ju comenta movimentos da moda que englobam as modelos classificadas como plus size – e que abrem, assim, espaço para discussões sobre diversidade e aceitação geral do corpo feminino, seja ele como for.

Carla Lemos, do Modices

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Reprodução/Modices (/)

Já Carla Lemos, do Modices, colocou sua página no ar (lá atrás, em 2007) com a ideia de fazer dela apenas uma plataforma de divulgação de seu trabalho com moda. Com o tempo, o blog ampliou o leque de assuntos e passou a falar também sobre moda, beleza e lifestyle, até chegar a discussão de assuntos relacionados ao feminismo e ao empoderamento da mulher, como uma evolução natural dos debates em torno do que é ser mulher hoje. Ela mesma se define como “feminista e revolucionária” na descrição que faz de si e que está na apresentação de seu perfil. Entre os posts publicados, é possível ler sobre violência contra a mulher, meninas chamadas de gordas – denominação que, segundo Carla, carrega muito menos preconceito do que termos como “cheinha” ou “fofinha” – e que estão cada vez mais no centro da moda, e livros sobre o movimento, além de outros tópicos.

 

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