Todas as crises que você já teve estão no livro de estreia de Jout Jout

Sabe aquele sentimento de crise que aparece do nada? A vlogger carioca Jout Jout sabe bem. Em Tá Todo Mundo Mal: O Livro das Crises (160 págs., R$29,90, Cia das Letras), ela se aventura pela primeira vez no mundo das letras – mesmo sendo formada em jornalismo e ter trabalhado em uma editora – ao concretizar o sonho adolescente de publicar um livro.

Aos 25 anos, Julia Tolezano contabiliza vídeos com mais de dois milhões de views, quase 900 mil seguidores e tem parcerias com marcas como Airbnb e Netflix (ela ama séries!). Um sucesso online, ela organiza suas histórias a partir de algumas reflexões de coisas banais – como não terminar de comer um prato de sushi caro – até outras problematizações importantes, como uma Jout Jout adolescente que recriminava a maneira como um funcionário dos pais olhava para a bunda das meninas.

“Sem crises, parece que você não se transforma. E se você não muda, você para”, escreve. Da mesma maneira leve que vemos nos vídeos, a autora compartilha com os leitores pequenos devaneios sobre a vida e as soluções para essas “crises” típicas dos 20 e poucos anos. Confira a seguir cino crises que você não quer admitir que já teve:

“A crise da puberdade injusta”

Espinhas, pelos, frizz – sabemos que a puberdade não é uma das fases mais tranquilas. Para nossa autora, lutar com a aparência e autoestima valeu um capítulo cheio de histórias de colégio. Ela relata a transição do momento em que percebeu que ser uma boa ouvinte e uma amiga engraçada valia muito mais do que um cabelo com chapinha. “Eu, que era a coisa mais doce e amorosa na infância, virei uma menina sem queixo e esquisita que, para aguentar a fase, começou a ficar carrancuda e grosseira”, relembra.

“A crise do ´podia não ter acontecido´”

Sabemos que Jout Jout é apaixonada por Caio Franco, de quem ouvimos a voz de vez em quando em seus vídeos, e, provavelmente, eles são o casal mais parceiro do Brasil. Pisciana e insegura – como a própria se descreve –, a jornalista relembra o dia em que conheceu o namorado na faculdade e como é feliz por esse momento. “Todas essas possibilidades me dão uma bela aflição. Porque se o preço para que essas crises não existissem fosse não ter conhecido Caio, não valeria nem um pouco a pena dispensá-las”. Imagine um mundo sem Cajout.  

“A crise das histórias do meu pai”

Jout Jout é também uma daquelas meninas mais próximas do pai do que da mãe. Ela se reconhece na impaciência, no senso de humor e na autocobrança constante. Relembra que, quando criança, seu pai era um enorme contador de histórias. Até que adulta, ele não percebeu e roubou uma das histórias da youtuber como se fosse própria. “Mas não posso deixar de me perguntar se as novas histórias que chegam à mesa do jantar são de fato verdadeiras ou foram ouvidas no rádio. É difícil ser pai. São muitas cobranças”.  

“A crise da crise que eu não sabia que estava ali”

Durante quinze anos, um funcionário trabalhou como caseiro na casa dos pais de Julia. Quando a jornalista tinha dez anos, o homem perguntou se ela não ia usar o shortinho da educação física de novo. Ela gritou. E nunca tinha conversado com o analista sobre esse acontecimento até o caseiro ser demitido quando ela já tinha seus vinte e poucos anos. “Fui me dar conta de que ele surgiu na minha vida na fase em que comecei a desenvolver minha sexualidade e que, apesar de ele nunca ter tocado um dedo em mim, aquela figura estava lá, morando na minha casa, olhando a bunda das minhas amigas e influenciando no caráter do meu irmão mais novo”. #VamosFazerUmEscandâlo

Reprodução Reprodução

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“A crise de ter que ser empurrado”

Jout Jout nunca passou fome na vida ou teve uma história dramática de superação. Ela é como qualquer menina de classe média que pensa demais sobre as coisas que acontecem ao redor. Já namorando o Caio, o casal se perguntava se deveria sair de casa ou não. Ao perguntar para uma grande amiga sobre o assunto, a resposta foi a seguinte: “Não vai ter isso de precisar sair. Ou você saem porque querem ou vocês ficam, porque ninguém vai pedir ou querer que vocês saiam”. E eles escolheram dividir um apartamento.

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