“Trama Fantasma” fala sobre moda e é promessa do cinema em 2018

Saiba mais sobre o filme de Paul Thomas Anderson, que retrata a história de um designer e sua maior inspiração.

O filme Phantom Thread (Trama Fantasma), dirigido por Paul Thomas Anderson e que será lançado no dia 22 de fevereiro aqui no Brasil, está sob os holofotes por muitos motivos: além de ser o último do ator Daniel Day Lewis, que interpreta o protagonista Reynold Woodcock, ele é uma narrativa sobre moda contada pelo aclamado cineasta americano. Para os críticos, isso é uma promessa de inserção de um tom diferente na questão, e rendeu seis indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, diretor e figurino.

O filme se passa na cidade de Londres de 1950, e apesar de focar em Reynold, um designer inglês de renome, também tem personagens femininas fortes, como Alma, interpretada por Vicky Krieps. Em um mundo fahsion ainda determinado por corsets, muito luxo e crueldade, Trama Fantasma retrata a ideia do gênio conturbado e da complicada relação entre um artista e sua musa (e como essa relação é pautada por privilégios e desigualdades). E ah: o figurino foi assinado por Mark Bridges, que já trabalhou com Anderson em Vício Inerent e já levou um Oscar na área por O Artista.

Para poder representar o o papel de “mestre da moda” (num mundo no qual grande parte da moda feminina é feita por homens) Day Lewis estudou modelagem, corte e costura— e até mesmo fez um vestido de alta-costura como parte de sua preparação.

No filme, as mulheres se aproximam dele para dizer que seu objetivo na vida é vestir uma de suas peças (o que significa também ter sua aprovação). Ele também é o único homem entre as mulheres de sua oficina. Os filmes de época são reconhecidos por ter esse glamour corrosivo — mas com Alma, o papel de vítima fashion é aos poucos questionado, fazendo dela a verdadeira personagem mais importante da trama.

“Ao meu ver, [o que o filme] mostra, enfim, é uma dança entre os gêneros”, Conta Vicky em uma entrevista ao Refinery29. “Não é exatamente uma batalha dos sexos, mas uma dança. E é sobre essa dança ser vívida, viva e honesta, o que é difícil porque quando temos problemas de poder nós sempre estamos manipulando, e você não é mais honesto. E é isso que Alma está tentando fazer com seu pequeno contra-ataque. Ela está tentando deixar as coisas honestras entre os dois.”

Ela falou sobre a dificuldade de interpretar uma personagem no centro de uma sociedade patriarcal, sendo uma mulher “dos dias de hoje.” “Se você lê uma personagem nos anos 1950, é difícil porque as mulheres eram obrigadas a serem de uma certa forma, ficarem em suas caixas. Foi difícil pra mim abraçar isso, e ser tolerante, e tirar minha opinião do caminho, e praticar minha paciência. É essa a forma que eu acho que as mulheres estavam lidando com isso na época. É assim que Alma lidava com isso — ser paciente e restrita. Hoje em dia, nós seríamos mais reativas.” Ansiosos para assistir o longa já!

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