Alicia Keys brilha com perfomance poderosa e engajada

O talento musical é inegável e, neste show, Alicia prova mais uma vez que é uma das maiores influenciadoras que você respeita.

Quando divulgou nossa edição de setembro em seu perfil no Instagram, Alicia Keys escreveu “obrigada por capturarem minhas verdadeiras cores”. O agradecimento soou como um suspiro de alívio, um indício de que, finalmente, ela estaria vivendo seu momento mais genuíno tanto na música quanto em suas escolhas de moda, beleza, além da relação com o corpo. No show deste domingo (18.9) no Rock in Rio, isso ficou ainda mais evidente, e o palco brilhou colorido.

Alicia surgiu com a pele natural, não tirou o sorriso do rosto e manteve as tranças poderosas. Um contraste lindo, que mostrou novamente que o seu discurso #nomakeup tem muito mais a ver com deixar de ser escrava de padrões de beleza do que abdicar de se divertir com seu visual. O macacão cintilante arrematou tudo e combinou com um dos últimos momentos da apresentação, quando ela pediu para que público levantasse os celulares, formando um mar de pontinhos brilhantes conectados. “Esta noite é sobre nós como um só, igualdade e amor uns pelos outros”, disse um pouco antes de sair.

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 (Eduardo Hollanda / Estacio/Divulgação)

De fato, ela conseguiu condensar em uma hora e meia questões como feminismo e sustentabilidade, com as canções “Superwoman” e “Kill Your Mama”, respectivamente, e representou muita gente com participações especiais e certeiras. Pretinho da Serrinha, Sonia Guajajara — que discursou sobre a importância da demarcação das terras indígenas na Amazônia –, e o Dream Team do Passinho colocaram o Brasil como protagonista de sua performance. “A generosidade dela é incrível. Ela dividiu o palco e seu show com a gente. O funk estava ali no Palco Mundo, e isso é um momento histórico tanto para o funk quanto para a favela”, ressaltou o grupo carioca. O ato foi ainda mais simbólico principalmente após Roberto Medina ter declarado ao jornal Folha de São Paulo que estaria “trabalhando uma ideia de fabricar uma favela dentro do próximo festival. Colorida, mais bonita, mais romântica, para ter a música da favela, fazer uma seleção [de artistas] nelas, empolgar o pessoal de lá”. Não foi necessário. Alicia fez o convite em 2017, quase como um recado de que passou da hora de grupos historicamente excluídos também terem espaço para brilhar com a sua arte e a sua verdade. 

 (Eduardo Hollanda / Estacio/Divulgação)

Há anos não escolhíamos uma celebridade para a capa da ELLE, e depois desse show não poderíamos estar mais orgulhosos da decisão de colocá-la para representar uma edição sobre influenciadores. Uma voz que canta para e sobre as mulheres e usa sua imagem, talento e visibilidade para, como dissemos no dia em que divulgamos a revista, levantar debates importantes ao falar abertamente sobre padrões, mostrar suas vulnerabilidades nas músicas e desafiar suas próprias barreiras. Obrigada, Alicia!

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