Desvende 7 mitos da dieta

Pular refeições, viver contando calorias, malhar em jejum. Saiba o que é lenda e o que pesa quando se trata de dieta

Apesar de a predisposição genética existir, são os hábitos que determinam o resultado na balança
Foto: Dreamstime

1. Contar calorias é a melhor maneira de emagrecer

Conferir o rótulo dos alimentos até ajuda, mas não basta para quem quer perder peso. “Há dias em que queimamos mais energia e em outros menos. Por isso, a dieta deve se adequar a esse gasto”, observa a nutróloga Paula Cabral, de São Paulo. Porém contar o valor energético pode ajudar a equilibrar o cardápio e a distribuir melhor as calorias entre as refeições. “Só não vale gastar tudo o que pode consumir em um sorvete”, alerta a nutricionista Maria Izabel Giannichi, de São Paulo. Também é uma boa saída para a lei da compensação. Ou seja, se você tem um jantar com amigos, pode pegar mais leve durante o dia.

2. Fez dieta nos dias úteis? Sábado e domingo livres!

Não se engane: esses dois dias representam cerca de 30% da semana. Se você ingere mais calorias do que gasta, não importa se faz isso em dias úteis ou nos de descanso, os quilos extras vão dar o ar da (des)graça de qualquer jeito. “Você pode até dar uma escapada se o objetivo é manter o peso. Mas, se quiser emagrecer, aprenda a pensar magro”, avisa Paula.

3. O metabolismo determina o shape

Em termos. O metabolismo realmente está relacionado a um fator hereditário e varia de acordo com o histórico genético de cada um. “É por isso que há pessoas que comem de tudo e não engordam ou, ao contrário, as que vivem de dieta e não emagrecem 1 g”, explica Maria Izabel. Além disso, o ritmo metabólico diminui com o passar dos anos, reduzindo sua capacidade de manter o peso. A boa notícia: é possível dar um up ao metabolismo praticando atividades físicas e deixando de fazer grandes intervalos entre as refeições. “As pessoas pensam que nascem com um processo metabólico lento ou rápido e esse é o seu destino. Mas qualquer um pode adotar hábitos para acelerá-lo e conseguir queimar gordura”, assegura Paula Cabral.

4. Treinar com estômago vazio ajuda a perder massa gorda

Fazer exercícios em jejum prejudica a saúde. “O organismo faz muito esforço comprometendo a musculatura”, afirma Paula. Além disso, completa a nutróloga, o corpo queima basicamente a mesma quantidade de gordura, ignorando se você se alimentou ou não antes da atividade. Ingerir carboidratos integrais, sucos, frutas ou iogurte é fundamental para conseguir o combustível necessário para se exercitar.

5. Seu peso depende apenas do fator genético

Você ama sua mãe, mas odeia a barriguinha que herdou dela. Além disso, assim como ela, engorda só de olhar para o saquinho de batatas fritas. Felizmente, isso não é imutável. Apesar de a predisposição genética existir, são os nossos hábitos que determinam o resultado na balança. “É impossível mudar seus genes, mas você pode transformar sua rotina. Quem segue uma dieta equilibrada e faz exercícios diariamente mantém um peso saudável mesmo com a tendência hereditária de engordar”, assegura Paula.

6. Dormir menos significa queimar mais calorias

“O sono é importante na redução do peso, pois repara e acelera o metabolismo. Diminuir esse tempo de descanso pode causar danos ao organismo e adiantar o processo de envelhecimento”, adverte Paula. Pesquisas científicas sugerem que é preciso dormir de seis a oito horas para obter bons resultados em dietas. Outro estudo, feito pela The American Thoracic Society, uma associação que analisa doenças ligadas ao sono, mostrou que as mulheres que dormiam cinco horas por noite eram 32% mais propensas a ganhar peso e tinham 15% mais chances de se tornar obesas, se comparadas com as que dormiam por sete horas.

7. Dietas com gordura = aumento de peso

A gordura precisa, sim, fazer parte da alimentação – mas o percentual deve ficar entre 25 e 35% das calorias totais ingeridas em um dia. “Se você consome 2 mil calorias, pelo menos 500 devem ser compostas de lipídios”, diz a nutricionista Jacira Santos, de Porto Alegre. “Uma dieta pobre em gorduras afeta o bom funcionamento do corpo e altera a produção de hormônios”, lembra o nutrólogo Cristiano Merheb, do Rio de Janeiro. Elas são o combustível para modular o sistema imunológico e proteger as células e as camadas internas dos órgãos, além de transportar vitaminas. Atenção: a borda da picanha não está liberada. “Os benefícios vêm de gorduras boas, como as de peixes e castanhas”, ressalva Maria Izabel.

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