Saiba mais sobre o Gyrotonic

Manivelas, roldanas, polias e anilhas fazem maravilhas pelo corpo. Conheça o aparelho que promete superar os benefícios do pilates

Foto: Fernando Moares

Ioga, tai chi e natação em aparelho

Minhas dores no quadril e na região lombar foram o início de tudo. Depois de uma longa peregrinação, que incluiu aulas de alongamento, fit-ball e até hidrobike, cheguei ao Pilates. Estava (e ainda estou, já que não abandonei) satisfeita com essas aulas, mas sentia falta de movimentos mais específicos para o quadril e os ombros. Foi aí que resolvi testar o Gyrotonic. Criado pelo bailarino húngaro Juliu Horvath em 1977, o método é um mix de exercícios de respiração e posturas que lembra a ioga, o tai chi e a natação, só que feito em aparelhos.

Em um primeiro momento, eles remetem a instrumentos medievais de tortura, repletos de manivelas, polias e roldanas com cabos e anilhas acoplados. Passado o susto, descobri que o sistema mexe com a musculatura de todo o corpo de maneira fluida, harmoniosa e sem nenhum tranco – os movimentos são circulares e sequenciais, tal como em uma dança. Nada do famoso agacha e levanta com halteres nas mãos e caneleiras com pesos presas nas pernas. Thank, God! São vários exercícios, e todos desafiadores. Exemplo? Mobilizar o tronco como se ele fosse dividido em pequenas partes. Em geral, quem trabalha diante de um computador o dia inteiro, como eu, tem o corpo repartido em grandes blocos sólidos, cheios de limitações (e dores!).

O Gyrotonic ajuda você a se conscientizar de que a coluna é móvel e que pode ser ativada e mobilizada para prevenir e curar lesões. Além disso, depois de um tempo – estou fazendo há quatro meses –, dependendo da carga, os exercícios modelam e tonificam os músculos. A fisioterapeuta/instrutora fica de olho em você, ou seja, não há brecha para dar a tradicional “matada”. No início, senti um pouco de dificuldade para pegar o ritmo – coordenar tudo-aomesmo-tempo-agora não é mole! Imagine se sentar apoiada nos ísquios, acionar o abdômen (especialmente o músculo transverso, um ilustre desconhecido para a maioria dos mortais), abrir o peitoral, posicionar o pescoço no ângulo certo e relaxar os ombros enquanto se faz um mergulho, depois um arco com o tronco, ou se gira a manivela, formando um oito… Bom, valeu: a dor nos quadris sumiu!

Introduzido no Brasil em 1997 pela bailarina Rita Renha, que também oferece cursos de certificação, o Gyrotonic já tem parte dos cinco equipamentos fabricada na Bahia, o que diminui os preços (as aulas individuais começam em 50 reais, mas o valor pode ficar mais em conta, dependendo do número de sessões feitas) e estimula a criação de novos estúdios. Além da torre (chamada de pulley tower), o fabricante autorizado acaba de lançar outra versão, a Leg Extension Unit, que, como diz o nome, é a máquina mais específica para exercitar as pernas e o quadril. O Pilates que se cuide!

* Matéria original publicada em http://www.elle.com.br em agosto de 2010.

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