A Burberry mostrou como fazer luxo na velocidade do “see now, buy now” em seu desfile na LFW

Christopher Bailey transformou uma casa londrina em um ateliê da marca e fez um show que tinha em sua plateia VIPs como Cara Delevingne, Alexa Chung e o ator Nicholas Hoult.

No penúltimo dia de Semana de Moda de Londres (19.9), aconteceu o desfile da Burberry – um dos mais esperados desta temporada – em uma casa na capital inglesa que foi transformada em um ateliê para mostrar aos convidados como são confeccionadas as roupas e acessórios ali apresentados. Na primeira fila, Cara Delevingne, Alexa Chung e o ator Nicholas Hoult marcaram presença.

Os motivos para ansiedade eram muitos. Para começar, a grife já tinha liberado para a imprensa a campanha e a inspiração por trás do espetáculo muito antes dele acontecer. A biografia de Orlando, personagem fictício criado pela célebre autora inglesa Virginia Woolf, foi o ponto de partida para esta coleção que nem estação definida tem.

Por isso, o esquema, é claro, foi o tão comentado “see now, buy now”. Logo depois do desfile, as peças já estavam disponíveis no site da etiqueta e chegam logo mais nas prateleiras físicas das lojas mundo afora.

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Peças com jeito de pijama ajudavam a deixar os looks com jaquetas repletas de detalhes menos ostensivos.

Dos livros à moda

No romance de 1928, Orlando faz parte da nobreza, mas é um poeta. Em uma viagem mística pelo oriente, algo mágico acontece e ele se transforma em uma mulher. Em tempos de moda genderless, a temática é mais atual do que nunca.

Leia Mais: Afinal, o que é a moda genderless?

Nesse sentido, misturam-se pela coleção referências ao que conhecemos como roupas supostamente próprias do guarda-roupa masculino e feminino, obviamente. No entanto, esse mix é mais inteligente do que a premissa aparenta. Até porque Christopher Bailey, estilista da grife britânica, também se propôs a trazer elementos vitorianos para a sua apelidada “coleção de setembro”.

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Até os casacos ganharam mangas com toque vitoriano.

Assim, destacam-se os casacos com mangas que, apesar de firmes, simulam a leveza das camisas de seda, cheias de babados da época. Além deles, o tricô recriado para ter a estrutura de um corset chama atenção. O uso da lingerie, da mesma forma, surpreende não só pelo desenho das peças com recortes estratégicos, mas também pelo truque de styling: usar esses itens transparentes por cima de looks com pegada loungewear.

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A nova bolsa da etiqueta tem alça de corrente em várias cores.

Aliás, o pijama foi um dos destaques da passarela de Bailey. Em suas mãos, ele serve para trazer despretensão às jaquetas militares com passamanarias e vestidos de jacquard superornamentais.

Para fechar, também tem bolsa nova na área. O acessório que pretende se tornar hit entre as garotas (e garotos também, por que não?) britânicas tem uma corrente no lugar da alça e vem em múltiplas opções de cor.

No fim das contas, o evento foi uma grande celebração do savoir faire da etiqueta que pode se dar ao luxo de fazer uma coleção destinada ao mercado classe AAA com a velocidade do novo milênio.

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