A figurinista de Sex And The City explica como criava os looks de Carrie

Patricia Field revelou que misturar peças de grife com artigos de brechó era a estratégia perfeita para conquistar o público da série.

Você sabia que foi a própria Sarah Jessica Parker que indicou Patricia Field para o cargo de figurinista em Sex And The City? “Eu tinha trabalhado com ela anteriormente em um filme. Quando filmaram o piloto da série, os produtores amaram tudo, menos o figurino. Foi aí que SJP teve a ideia de me chamar”, explicou para o Man Repeller. “O primeiro ano foi bom, mas foi na segunda temporada que a coisa explodiu e as pessoas passaram a amar.”

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Sarah Jessica Parker

 (Sex And The City (HBO)/Divulgação)

Para Patricia, era muito fácil compor os looks de Carrie Bradshaw porque, boa parte deles, eram inspirados no estilo da atriz que a interpretava. “Sarah Jessica vestia tudo com muita naturalidade. Como ela mesma era uma fashionista, já tinha noção de como se movimentar com as roupas que escolhia para as cenas”, relembra. Não à toa, um de seus looks preferidos foi o que levava a camisetinha “J’adore Dior” com uma saia balão enorme usada no segundo filme de Sex And The City. O visual, claramente, não era simples nem fácil de usar, mas na pele de SJP ele ganhava vida.

“Era muito mais sobre estilo do que sobre peças incríveis de marcas de luxo. No fim das contas, o objetivo era criar um guarda-roupa real, mas com imaginação“, explica a stylist que adorava fazer a linha hi-lo. Por isso, se tivesse que fazer a Carrie em 2018 a figurinista diz que não mudaria muita coisa. “Manteria a diversão, a positividade e a inclinação ao aspiracional. Definitivamente, passaria longe do normcore. Acho que a moda de hoje percorre diversos caminhos mas, infelizmente, não há nenhuma filosofia por trás dessa movimentação.”

Segundo ela, a história e a filosofia deveriam ser o ponto de partida para os criadores. “Acho que é isso que realmente faz com que a gente consiga se conectar com o espírito do tempo.” Saudosista, ela relembra os anos 1960: “Estava todo mundo maluco naquela época, a moda era otimista e emocionante, principalmente quando se fala de Pierre Cardin. Os anos 1920 também tinham um pouco disso. Hoje, as pessoas não dançam mais. Elas só se importam em ir aos lugares, encontrar outras pessoas e tomar drinks”, arremata.

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