As maiores tendências de óculos de sol

Diretamente da Mido, a especialista em óculos Chantal Goldfinger apresenta marcas de óculos inovadoras para você colocar no radar.

Durante a semana de moda Milão, um outro evento na cidade dividiu a atenção dos fashionistas: a Mido,  segunda maior feira ótica do mundo, que durante três dias apresentou em 7 pavilhões as novidades mais quentes de óculos. Com cerca de 1200 expositores, ela recebeu mais de 58000 pessoas do mundo inteiro.

Leia Mais: Os óculos mais queridos do Pinterest estão aqui!

Eleger peças que chamam atenção, fogem do comum e estão embasadas em histórias fantásticas é um dos trabalhos mais árduos dentre as milhares de peças lá expostas. No entanto, é a tarefa que mais me atrai. Destaquei aqui as marcas que chamaram atenção:

Vava

Óculos Vava

 (Chantal Goldfinger/ELLE)

Vava é uma marca que busca inspirações em cidades pós-industriais como Detroit e Berlim. O design mergulha na decadência dos excessos dessas cidades e emerge com um olhar futurista baseado na simplicidade das formas e das cores, em uma época pós-humana na qual estamos no controle da tecnologia e de nós mesmos. A geometria reina, a paleta de cores é concisa e vê-se claramente a influência do Bauhaus e do minimalismo no design dos óculos. As peças novas brincam com os planos da visão, com texturas e com materiais. O cubo e o círculo são protagonistas d0s desenhos.

Barn’s

Óculos Barn's

 (Chantal Goldfinger/ELLE)

Bernard Benouche acredita que o futuro é digital. Dito isso, este artesão francês que até 2015 estava focado apenas no alto luxo, na criação de peças limitadíssimas com acabamento em ouro 24k, e cujas inspirações vinham das curvas do corpo feminino, resolveu tirar um sabático e olhar para a mulher com outros olhos. O projeto apresentado na Mido batizado de EGERIE, que em francês significa musa, tem como base 4 mulheres que são musas ou digital influencers em seus respectivos países, o que significa ter uma legião expressiva de seguidores. Bernard busca as características da personalidade de cada uma das musas e as traduz para o design. Cada óculos leva o nome do Instagram de sua musa. As novas peças são mais pop, mais acessíveis e bem mais divertidas do que as coleções sóbrias que o lançaram no mercado.

Joseph Havr

Óculos Joseph Hvar

 (Chantal Goldfinger/ELLE)

Enquanto a maior parte dos designers conversa com o futuro, com a ansiedade deste universo em constante mudanças, o israelense Joseph Hvar olha para os anos 1960. Ele diz que só se entende no movimento geométrico e na vibe ‘espacial’ de designers como Courrèges e Pierre Cardin. Os shapes seguem o purismo da época. A predominância simples e absoluta da forma, seja ela retangular, circular ou triangular, reina. Os excessos e shapes gigantescos deste óculos contrastam com a tecnologia usada para criar peças extremamente leves de usar, embora pesadas de se olhar. Mas que, ao todo, enfeitam e contam uma história maravilhosa de uma década que o mundo constantemente revisita.

Gazusa

Óculos Gazusa

 (Chantal Goldfinger/ELLE)

A Gazusa é uma marca italiana que acabou de fazer seu debut no mercado. Os criadores passaram anos estudando o modelo três peças (óculos leves que não têm nenhuma armação ao redor da lente, o famoso “uso óculos mas não quero mostrar”), e dele destacaram os elementos principais: flexibilidade e leveza. No entanto (ainda bem), trouxeram um twist maravilhoso. No lugar da levíssima armação de metal, acetato, chifre, madeira ou plástico, costuraram uma moldura intermitente. Cada lente é costurada por uma tira de couro, camurça, fio de ouro, fio de prata ou borracha, é o cliente quem decide. As peças são absurdamente leves e fácies de usar. O bom humor fica por conta do efeito de pesponto nas lentes. O único porém é que a tecnologia ultra secreta é patenteada pela empresa e somente com ele podemos fazer o ajuste destas lentes.

AKK

Óculos Anna Karin

 (Chantal Goldfinger/ELLE)

A Sueca Anna Karin-Karlsson é obcecada com beleza no sentido mais obvio da palavra: ela ama o belo e adora deixar as mulheres belas e confiantes. Desde sua primeira coleção há alguns anos ela se esforça para criar peças que chamem a atenção, abusa do ouso de cristais, brilhos, espelhos e acetatos bem largos. Todas as suas coleções partem de alguma fábula ou história que ela ouvia quando pequena e que agora conta para sua filhinha.
A coleção 2018 apresentada na Mido é absolutamente espetacular, lúdica e rebuscada. O tema é: A menina e o jardim. Nesta historia uma menina se perde em um jardim encantando e para fugir dos monstros ela enche a cabeça de pensamentos lindos e de imagens bonitas. Os óculos misturam os monstros e as belezas deste universo lúdico. Os destaques são o uso de resina para fazer borboletas articuladas, esmeraldas nos olhos das onças, excesso de cristais nas cabeças dos monstros, patas de animais por ela inventados viram charneiras e abraçam lentes base zero que flutuam no rosto.
A Mido marca também o lançamento da sua coleção de acessórios em metal e resina para compor o ‘total look’ da sua cliente e levá-la (e o resto do mundo) de fato para este mundo encantado e ultra feminino da Anna Karin-Karlsson.

Pugnale

Óculos Pugnale

 (Chantal Goldfinger/ELLE)

Pugnale é uma arca italiana, jovem, que traz o melhor do barroco e da alta costura para os óculos. Emmanuelle Pugnale, fundador e diretor criativo, diz que os óculos são o único acessório da moda que de fato requerem tecnologia. Ele vem de um background de indústria de aço, então pensar em termos de projetos de engenharia e são obviamente os mais complexos que o atraem. A mistura de materiais o fascina e a possibilidade de brincar com texturas virou o chamariz da Pugnale. Para se ter uma ideia da criatividade que assola cada coleção temos sempre uma base de metal, e sobre esta base encontramos: cerâmica, couro, paetês, seda, fios de ouro, brilhantes, pedras… A narrativa é excessiva, é experimental e extremamente interessante. Ao invés de pensar em termos de moda, ou mesmo começar o design pelo desenho, aqui começamos elegendo a matéria-prima mais ousada possível.

Nina Mûr

Óculos Nina Mûr

 (Chantal Goldfinger/ELLE)

Nina Mûr fez sua estreia na Mido neste ano. A marca de Madrid causou alvoroço na feira. Foram mais de 3 anos de pesquisa até chegarem ao equilíbrio entre madeira e design de ponta. A madeira que até então tinha em grande parte uma conotação artesanal, pesada e pouco flexível foi completamente reinventada pelo duo criativo Lorena e Davide.
São dezenas de chapas de madeira prensadas e curvadas a frio. O peso final e uma peça é de 18g e ao contrário dos concorrentes os óculos Nina Mûr são resistentes à agua. Mas a pièce de resistence está no acabamento em formica que muda absolutamente tudo. Ao olhar para um óculos pela primeira vez não sabemos se se trata de um acetato, resina ou couro. Tecnicamente a peça é impecável. Em temos de design: extremamente criativa. Dentre a coleção 2018 a que mais chama atenção é a experimental criada em colaboração com Abet Laminatti e inspirada no movimento arquitetônico Memphis que libertou completamente o design constrito do movimento moderno. Assim como nos móveis da época, estes óculos são absolutamente divertidos, coloridos e livres.

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