Xênia França e Teto Preto fazem shows na passarela da Casa de Criadores

O primeiro dia da 43ª edição do evento também contou com a emocionante estreia da Cajá de Gabriela Cajado.

Desde a última temporada, a Casa de Criadores — semana de moda que privilegia o trabalho de estilistas pequenos e autorais em São Paulo — conta com a curadoria da ELLE. Nossa diretora de redação Susana Barbosa ajuda o idealizador do evento André Hidalgo (que está há mais de 20 anos no business) a escolher os estilistas que fazem parte do line-up. Na 43ª edição, obviamente, não foi diferente. Além disso, desta vez a locação dos desfiles também mudou. Eles acontecem todos dentro do MAC USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) cujo prédio foi projeto por ninguém menos que Oscar Niemeyer.

Leia mais: Preview: Casa de Criadores chega à 43ª edição com novidades

Nesse cenário, quem se encarregou da abertura do evento foi a Sou de Algodão, uma iniciativa da ABRAPA para incentivar o uso da fibra natural no mercado nacional. Para o grande espetáculo, eles convocaram todo poder da cantora Xênia França — que se apresentou ao vivo e encantou a primeira fila com seu estilo e sons — e pediram para 16 estilistas fazerem uma releitura do tecido levando em consideração o DNA de sua marca. O resultado foi uma parada fashionista divertidíssima que mostrou o quanto a criatividade é capaz de abrir novas possibilidades.

Sou de Algodão A top Thairine Garcia fechou o desfile da Sou de Algodão com um modelo assinado pelo designer Alex Kazuo.

A top Thairine Garcia fechou o desfile da Sou de Algodão com um modelo assinado pelo designer Alex Kazuo. (Marcelo Soubhia/Agência Fotosite)

Em seguida, aconteceu o Projeto LAB — uma espécie de “evento dentro do evento” que tem por função ser um laboratório de novas marcas — pelo qual a D-Aura se apresentou pela segunda vez. Em seu desfile, a marca dá sinais de evolução ao apostar em um bom mix de tecidos clássicos com outros mais tecnológicos. A ideia é exatamente a de criar avanços na produção de materiais mais sustentáveis (tanto pela redução do impacto na natureza durante o processo quanto pela qualidade de reaproveitamento). A coleção, toda em preto, branco e verde, também é cheia das assimetrias e amarrações — elementos que marcaram a estreia da label no evento na temporada passada.

D-Aura Amarrações espertas renovam a modelagem dos looks da D-Aura.

Amarrações espertas renovam a modelagem dos looks da D-Aura. (Marcelo Soubhia/Agência Fotosite)

Ainda no Projeto LAB, Gabriela Cajado — que acabou de sair da faculdade e é a grande estreante do dia — mostra que já tem muito a mostrar para o mundo. Especializada em tapeçaria, a Cajá é feita “por meninas, com meninas e para meninas”, como nos disse a designer no backstage. Por isso, o casting não segue a linha tradicional de modelos profissionais. São as amigas e colaboradoras da neo grife que pisam na passarela dessa vez. Todas vestindo as peças que misturam o artesanal e o urbano em uma coleção de cores e ideias fortes.

Cajá Tapeçaria coloridíssimas e casting que prioriza a diversidade marcaram a linda estreia da Cajá no line-up da Casa de Criadores.

Tapeçaria coloridíssimas e casting que prioriza a diversidade marcaram a linda estreia da Cajá no line-up da Casa de Criadores. (Marcelo Soubhia/Agência Fotosite)

Já a Martins.Tom — primeira etiqueta do calendário oficial a se apresentar no dia — se afasta do mar (tema da temporada passada) e se joga nas referências da década de 1990. Assim, entra em cena o grunge que abre espaço para novos materiais como a flanela. É o estilo “pijamista” de ídolos como Kurt Cobain que inspira o estilista neste desfile que segue com as modelagens amplas que são características da etiqueta, e que tem o styling do nosso colaborador Marcell Maia. O jeans, material fetiche da marca, também aparece, mas ganha ânimo com lavagens agressivas que ajudam a manter o tom da apresentação.

Martins, Tom Mix de estampas grunge (pense em listras e xadrez) e o combo “volume + volume” mostram a ousadia do estilista Tom Martins.

Mix de estampas grunge (pense em listras e xadrez) e o combo “volume + volume” mostram a ousadia do estilista Tom Martins. (Marcelo Soubhia/Agência Fotosite)

Por fim, chegou a vez da Ocksa, marca que agora é comandada somente por Igor Crivellaro — anteriormente, a direção criativa da etiqueta era dividida com Deisi Witz. A apresentação da etiqueta no evento traz vontades revigoradas para a passarela. A mais notável delas é o viés político pró-diversidade e liberdade que sempre esteve na essência da grife — que ganhou todo um novo tom com a performance do modelo e dançarino Löic e trilha do grupo Teto Preto. Na coleção, a ideia de uma roupa funcional, que veste todos os corpos igualmente também chega reforçada por peças com elementos utilitários, tecidos tecnológicos, formas amplas, muitas sobreposições e uma cartela totalmente preta.

Ocksa Perfomance potente, discurso afiado e looks 100% pretos compõe a apresentação da Ocksa.

Perfomance potente, discurso afiado e looks 100% pretos compõe a apresentação da Ocksa. (Marcelo Soubhia/Agência Fotosite)

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