Conheça o trabalho de um diretor de casting

Luiz Costa já trabalha há 10 anos como diretor de casting de desfiles de moda. O começo de sua carreira foi ao lado de Paulo Borges, no São Paulo Fashion Week. E foi ao lado de Paulo que ele aprendeu a lidar com as peculiaridades que envolvem sua profissão. Seja a agenda das modelos, as especificidades de cada estilista e, obviamente, a expectativa do público. Em entrevista à ELLE, Luiz contou sobre o que podemos esperar do casting de modelos do ELLE Fashion Preview, que acontece dia 14 de outubro, no Rio de Janeiro.

Qual sua expectativa para esta edição do Elle Fashion Preview?

Eu já trabalho no evento desde a primeira edição, em 2012. E desde então, a expectativa é muito alta para reunir um casting poderoso. Desta vez, colocamos modelos veteranas e new faces juntas. Sempre temos que respeitar o nicho e o perfil de cada marca, mas também reunir meninas que correspondam as expectativas do público.

Se você tivesse que montar um casting perfeito, que modelos estariam nele?

Com certeza não pode faltar a Isabelli Fontana e a Carol Trentini, que já são presenças confirmadíssimas no ELLE Fashion Preview. Mas uma modelo que eu sonho em trabalhar é a Linda Evangelista, ela me encanta.

Como é o processo de criação de um casting?

Primeiro procuro escutar da Susana Barbosa (diretora de ELLE) e dos stylists qual é o perfil das modelos que eles procuram. Aliás, é sempre alta a expectativa das supermodelos. E aí tem que alinhar o desejo delas com os estilistas, olhamos o histórico de cada uma. Então, passo a consultar agendas, porque as modelos dependem muito de agendas internacionais. A Carol Trentini e a Lais Ribeiro, por exemplo, não ficam nem dois dias no Brasil. Elas vêm para o evento e logo voltam para Nova York.

As modelos que estão em evidência na temporada são essenciais, mas também é preciso um equilíbrio entre as veteranas e os novos nomes. Isis Bataglia é uma new face que estará no casting, que ultimamente tem trabalhado muito com a Givenchy.

O que você está achando dessa nova geração de new faces?

É uma geração muito boa, mas com um pouco menos de personalidade do que geração do final dos anos 1990, começo dos 2000. As meninas de hoje podem ser brasileiras, russas e americanas. No final dos anos 1990 as modelos possuíam um perfil muito forte, dava para saber que a Carol Ribeiro era do Brasil assim que ela entrava na passarela. Hoje as meninas estão mais pasteurizadas. São ciclos.

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