Dior ou Calvin Klein? Raf Simons explica as diferenças

Segundo o designer, enquanto a maison francesa trabalha com a ideia de sonho, a gigante norte-americana fala de realidade.

São poucos os estilistas que têm oportunidades similares como as de Raf Simons. O belga criou sua etiqueta masculina independente que vive até hoje em pleno vigor e, paralelamente, passou por diferentes casas e aprendeu muito. Depois de sete anos na minimalista alemã Jil Sander, ele foi para Dior e hoje ocupa o cargo criativo mais alto da gigante norte-americana Calvin Klein.

“Eu acredito que a Calvin Klein abraça o realismo e isso é muito diferente da Dior. Uma maison de alta-costura fala muito mais sobre fantasia”, explicou, em recente entrevista, sobre como a etiqueta estadunidense precisou se movimentar para reassegurar seu espaço no mercado de luxo e na mente de sua clientela.

Calvin Klein - Campanha Raf Simons Ao fundo: “FLAG”, Sterling Ruby, 2014 – do acervo do próprio artista.

Ao fundo: “FLAG”, Sterling Ruby, 2014 – do acervo do próprio artista. (Calvin Klein/Divulgação)

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Para o estilista, o desafio de seu novo emprego é dar conta das diferentes vertentes com que trabalha: jeans, underwear, coleções de prêt-à-porter e até uma linha sob medida. Sua ideia é a de democratizar as seus produtos. Exemplo disso é a postura da Calvin Klein by Appointment que não se limita à clientela hollywoodiana, mas sim a qualquer um que se interesse e possa pagar pelo serviço.

Sobre reerguer marcas históricas, missão entregue a Raf três vezes seguidas, ele relembra que sua estratégia sempre foi a mesma. “As pessoas entendem e se acalmam quando veem um desfile em que o ambiente é totalmente diferente, o casting é diferente e a estética também é diferente do que foi mostrado na última década.”

Calvin Klein - Raf Simons A modelo da etiópia Liya Kebede foi uma das estrelas do casting repleto de diversidade escolhido por Raf Simons.

A modelo da etiópia Liya Kebede foi uma das estrelas do casting repleto de diversidade escolhido por Raf Simons. (FOTOSITE/Agência Fotosite)

“Depois disso ainda fizemos a campanha com os atores de Moonlight [foto abaixo]. E, de repente, ficou tudo muito claro. Era a mesma situação que tinha na Dior. Só que lá, tudo tinha que acontecer em seis semanas. Esse era o tempo que tínhamos. No entanto, assim que as primeiras peças começaram a sair, tudo ficou mais claro para o público e a situação, como esperado, se resolveu.”

 (Calvin Klein/Divulgação)

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