Era uma vez… uma bolsa chamada Costanza

Costanza Pascolato recebeu nossa equipe em sua casa, em São Paulo, para apresentar a bolsa que leva seu nome e começa a chegar às lojas em abril. Aqui, referências e inspirações da papisa da moda brasileira que garantiram personalidade ao acessório.

Era uma vez... uma bolsa chamada Costanza

A editora Bruna Bauer conversa com a consultora de moda Costanza Pascolato sobre o lançamento da bolsa que leva o nome da empresária
Foto: Arquivo Pessoal/Bruna Bauer

No meio de sua agenda superagitada, a empresária e consultora de moda Constanza Pascolato, 74 anos, celebra também o lançamento da primeira bolsa que leva seu nome: a Costanza, da Capodarte, apresentada para nossa editora Bruna Bauer, na sexta-feira (28.03), e para convidados na Galeria Emma Thomas, em São Paulo, no domingo (30.03). Resultado de oito meses de trabalho e pesquisas, o acessório chegará à loja da Capodarte na rua Oscar Freire, em São Paulo, ainda em abril. Depois, em  junho, será também comercializada nas lojas da marca no Iguatemi São Paulo, no Iguatemi Porto Alegre e no Rio Design, no Rio de Janeiro, com tiragem limitada, custando cerca de 3.800 reais.

A parceria

Costanza é o que podemos chamar de “enciclopédia viva”. Aliás, foi ela mesma quem se definiu assim durante nossa conversa. É incrível o jeito genuíno que ela tem de dividir seu conhecimento sobre moda e cultura, é superfácil e divertido entender o que ela diz. Quando lhe perguntei sobre a parceria com a Capodarte, ela se mostrou bastante animada: ”Me senti homenageada. O convite para assinar a bolsa Costanza foi uma glória. Emocionante uma empresa desse porte achar que eu poderia ser bacana para o projeto. Ser relevante, na minha idade, é maravilhoso.”

Era uma vez... uma bolsa chamada Costanza

A bolsa desejo Costanza
Foto: Divulgação

O foco

A ideia de Costanza foi criar um acessório pensando na mulher contemporânea, que tem autonomia, personalidade, trabalha e tem de estar sempre bem. ”A Costanza é uma bolsa que toma conta da mulher. Acomoda tudo o que precisamos ter por perto. Tem até lugar para por i-Pad – todo acolchoado, em um couro que reproduz a pele de um réptil precioso, o crocodilo, em 3D.”

Era uma vez... uma bolsa chamada Costanza

Divisórias inteligentes da Costanza
Foto: Divulgação

 
Cheia de divisórias espertas, a bolsa Costanza comporta dois telefones celulares, tablet, remedinhos, maquiagem, documentos, nécessaires etc de modo bastante prático e organizado. E ela explica o motivo: ”Não gosto de, por exemplo, abrir a minha bolsa toda hora (porque me incomoda) para pegar meus telefones. Por isso, criamos compartimentos externos mais acessíveis também.”
 
Segundo Costanza, a Capodarte abraçou todas as ideias que ela propôs. ”Me deram muita liberdade nas escolhas, sem demonstrar preocupação com o preço final da peça.”

Era uma vez... uma bolsa chamada Costanza

A parte de trás com os bolos externos para celulares e afins
Foto: Divulgação

DNA

Para Costanza, a bolsa é a vida da mulher. ”E essa tem mesmo a minha identidade. Até a filosofia havaiana do Ho’ponopono (que consiste em repetir I´m sorry, eu te perdoo, obrigada, I love you – eu só consigo mentalizá-la misturando o português com o inglês), está dentro da bolsa – mais especificamente no espelhinho para maquiagem. Como eu uso muita maquiagem, uma bolsa que leva meu nome não poderia deixar de ter um espelho. E, repetir essas palavras nessa ordem, com frequência, suaviza muito a minha vida.”
 
O processo teve uma bolsa de croco dos anos 1950, que foi da mãe de Costanza, como ponto de partida. Depois vieram os volumes: ”eles são inspirados na primeira Balenciaga que eu comprei. A primeira bolsa de luxo meio descabelada, criada por Nicolas Ghesquière, com essa proposta de ser usada meio despencada lateralmente.”
 
O acabamento é impecável e evoluiu de protótipo em protótipo até ser, enfim, aprovado por Costanza. ”Não há costuras aparentes na bolsa. Um novo jeito de produzir foi desenvolvido. Todas as costuras são embutidas, invisíveis, internas. Um acabamento muito sofisticado, inclusive nas alças.”
 
”O couro em alto relevo, que faz referência ao croco na parte de baixo da bolsa, é demais! E ainda protege a peça de estragos.”

Era uma vez... uma bolsa chamada Costanza

Acabamento da parte inferior da bolsa Costanza, feito em couro em alto relevo
Foto:Divulgação

Styling

”Essa bolsa é como um cachorrinho. Enfeita. A gente leva para passear… Conta também com volumes 3D ‘rechonchudos’ – isso é sexy! (e eu tenho para mim que essas mulheres que andam com seus cachorrinhos para cima e para baixo, e beijam seus cachorrinhos sem parar, têm com eles algo sexual). Passar a mão nesta bolsa é tão gostoso quanto fazer carinho no animal de estimação. E ela pode ser carregada de vários jeitos. Como um animal de estimação, a tiracolo ou nas costas como a Prada já sugeriu nas passarelas. O modelo é muito versátil.”

Costanza por Costanza

Era uma vez... uma bolsa chamada Costanza

Costanza Pascolato por ela mesma
Foto: Fotosite

”Comecei a gostar de moda nos anos 1950. Meu olho é mais inteligente que a minha cabeça.”
 
”Cultura não faz mal a ninguém, meu pai me ensinou isso e uma vez me disse: – Como você gosta de fofoca, estude história. Porque ela se repete.”

”As pessoas me acham bacana. Isso me obriga a ser ainda melhor. Pessoas me acham ‘elegante’ – mas hoje não está na moda ser elegante.”
 
”Tradição, quando é boa, constroi. Minha mãe sempre gostou de coisa boa. Nos anos 1910 e 1920, viajava da Itália para Paris para comprar o enxoval da estação. Essa noção, eu herdei.”
 
”Fazer site todo dia me deu mais agilidade de texto.”
 
”Ser chamada de fofa é o início do fim. Uma coisa de gente velha. Não sou fofa, nada!”
 
”É mais fácil comprar bolsa do que roupa. Além de ser um objeto de desejo, simboliza a nova mulher.”
 
”Achar que sou alguma coisa só porque as pessoas me reconhecem? No que você começa a se achar, você acaba.”

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