Este é o curador por trás das exposições de moda do MET

Andrew Bolton assina a maior mostra da história do museu que terá sua abertura três dias depois do MET Gala (7,5)

Mesmo gostando bastante de moda, é bem possível que você não saiba quem é Andrew Bolton. Apesar de ser o principal curador do Costume Institute — ala do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, que trabalha com o acervo de indumentária e moda da instituição –, ele não participa ativamente do universo exibicionista do círculo fashion. O foco está todo no resultado de seus esforços silenciosos. Lembram-se da exposição Savage Beauty (2011) que fazia uma retrospectiva da obra do genial estilista inglês Alexander McQueen? Pois sem, era Bolton que estava por trás dessa.

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Sua mais nova empreitada, ao contrário de sua personalidade, não é nada modesta. A mostra de moda deste ano do MET chama-se Heavenly Bodies: Fashion and the Catholic Imagination. Ela explora a relação desenvolvida pelos estilistas de alta-costura com o imaginário e a estética do catolicismo e será a maior já feita na história do museu. “Essa é a exposição que eu sempre quis fazer”, diz o curador que cresceu em família católica ao jornal britânico The Guardian.

“Acho que, em geral, dá-se muita interpretação para os objetos museológicos. Quero que, nessa exposição, eles contem a sua própria história.” – Andrew Bolton

Para além de peças de criadores icônicos da era de ouro da alta-costura como Cristóbal Balenciaga, Jeanne Lanvin, Christian Lacroix e Elsa Schiaparelli, designers contemporâneos também entram na dança. Os vestidos de Nossa Senhora do verão 2007 de Jean Paul Gaultier e algumas criações de John Galliano e os bordados “bizantinos” da Dolce & Gabbana estarão por lá. Como se não bastasse, 50 trajes que fazem parte da coleção da Capela Sistina — que nunca haviam saído do Vaticano — voaram para Nova York a pedido de Bolton.

Roupas religiosas e roupas da moda não são muito diferentes. As duas trabalham com uma linguagem visual sustentada por símbolos que são usados para carregar uma mensagem, cumprir a função complexa de definir a nossa identidade”, explica o curador casado com o estilista norte-americano Thom Browne — um dos preferidos da ex-primeira dama Michelle Obama. Por isso, a sua ideia é a de deixar que as peças falem sozinhas: “Acho que, em geral, dá-se muita interpretação para os objetos museológicos. Quero que, nessa exposição, eles contem a sua própria história.”

Com a estilista e empresária Donatella Versace, a advogada e humanitária Amal Clooney e a cantora pop Rihanna enquanto anfitriãs, o baile do MET acontece no dia 7. Três dias depois, a exposição abre para o público e fica assim até 8 de outubro. Se estiver em Nova York na época, não perca a oportunidade.

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