Gucci X Pucci: a fórmula de sucesso e os pontos em comum entre as duas tradicionais labels italianas

1. Dança das cadeiras 

Frida Giannini saiu da Gucci em dezembro do ano passado e, diferentemente do que o mercado imaginava, um nome praticamente desconhecido (e, nem por isso, menos talentoso) de dentro de seu próprio time foi quem recebeu a responsabilidade de sucedê-la. Alessandro Michele provou a que veio desde a primeira oportunidade que teve. Em poucas semanas, ele reconstruiu do zero a coleção masculina de inverno 2015 que já tinha sido concebida por Giannini. Desde então a Gucci nunca mais foi a mesma.

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O mesmo rebuliço aconteceu na Pucci quando a saída de Peter Dundas, então a frente da grife, foi anunciada durante a semana de moda de Milão em fevereiro deste ano. Com o intuito de mudar a cara da marca que, nas mãos de Dundas ficou conhecida por seu sex appeal, mesmo com os rumores apontando para Marco Zanini que tinha acabado de encerrar suas atividades na Schiaparelli, o cargo ficou para Massimo Giorgetti. O jovem estilista de 38 anos de idade ganhou reconhecimento no mercado com sua MSGM – etiqueta com estilo alternativo cheia de elementos pop e parcerias cult. Interessados no crescimento impressionante que ele conseguiu angariar com seu projeto solo, a Pucci englobou o designer ao seu time.

2. Tudo novo, de novo

Depois de quebrar barreiras entre o feminino e o masculino, Michele segue reafirmando seu estilo “vovozinha” para lá de descolado com elementos que já estão se tornando novos clássicos da marca. Exemplo disso são as camisas com laços no pescoço, as estampas florais que relembram motivos de papéis de parede rebuscados e o decorativismo a toda prova. Aquela sexy bomb de Tom Ford, ou a mulher elegante e madura de Frida Giannini foram deixadas no passado.

Já a estratégia de Giorgetti é a de trazer um pouco de estranheza para a Pucci. Em seu resort, que ele apelidou de The Pilot Episode, as proporções assimétricas combinadas a alguns elementos mais boyish já deram o tom do que seria o futuro da grife sob a sua batuta. Sem medo das cores – e respeitando a herança do estilista fundador da casa – a estamparia continua sendo aquilo que amarra as peças de sua coleção. No entanto, aqui elas aparecem mais lúdicas do que imponentes, como eram na era Dundas.

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3. Acessórios de impacto

O poder dos bons acessórios parece seduzir Michele – que já tem um amplo background nessa área – e Giorgetti na mesma intensidade. Os dois apostam em complementos nada discretos nas marcas que dirigem. O verão 2016 que acabou de ser desfilado mostra propostas em comum como os óculos tamanho GG – na Gucci com jeitinho 70’s glam, e na Pucci imitando o shape da versão para mergulho (combinando com a temática marítma de toda a coleção). As bolsas do tipo flapbag também encontram releituras statement na ótica de cada um dos criativos.

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4. Mais é demais!

Sem medo de cores fortes, estampas chamativas e muito brilho, a dupla passa longe do minimalismo à la Phoebe Philo que foi replicado à exaustão nos últimos anos. Enquanto Michele aposta nos brocados pontuais e, ainda assim, superchamativos, Giorgetti mistura prints com naturalidade e sobrepõe bordados a peças lisas.

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5. Keep calm and be cool

O grande diferencial de Michele e Giorgetti é que os dois estão muito mais preocupados em fazer algo autêntico do que ligados as trends mais quentes do momento. Um pouco de calma nesse mundo frenético da moda pode valer bem a pena, não?

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