Hoje, Tom Ford prefere emocionar a excitar

O estilista norte-americano famoso por seus anúncios sexualizados começa a mudar seu direcionamento.

Há certa nostalgia nas palavras de Tom Ford em sua última entrevista. Falando ao The Cut, o designer conhecido ter transformado o sexo em um dos principais temas de sua moda revela sua incapacidade de entender a “bagunça” que assola mercado fashion neste momento.

“Acho tão perigoso essa dança das cadeiras que as grandes marcas estão fazendo. Para mim, Riccardo Tisci estava fazendo um trabalho incrível na Givenchy. O mesmo vale para Nicolas Ghesquiére na Balenciaga. Como uma marca pode ter consistência trocando tanto de estilista?”, questiona. “É uma loucura. Talvez as pessoas estejam procurando por coisas mais descartáveis. Não sei. Aliás, acho que ninguém sabe direito o que está acontecendo.”

A vibrant coat crafted of rich, shaggy shearling. #TOMFORD

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Tom Ford foi um dos primeiros designer a mergulhar na globalização. Quando estava na Gucci, nos anos 1990, ele catapulta a icônica etiqueta italiana para fora de seu país de origem e arriscou entrar em mercados menos explorados anteriormente. “Hoje, você encontra as mesmas marcas de beleza no aeroporto. No entanto ainda sobram três níveis de conservadorismo que impedem a nossa cultura de ser realmente homogênea.” Aqui, o estilista se refere a maneira como os norte-americanos e o Oriente Médio enxergam o sexo.

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“Ao mesmo tempo que você vê sexo em todo lugar com muita facilidade, atualmente, as pessoas costumam rejeita-lo de qualquer maneira. Você pode mostrar um decote nos Estados Unidos, mas um mamilo já é demais para eles”, argumenta. Sua estratégia? Desistir das imagens hipersexualizadas que fizeram sua fama e apostar na fantasia, na emoção.

Segundo o designer, quando ele começou ainda era possível fazer alguém chorar com um desfile. “Agora, ninguém mais assiste às apresentações. Estão todos conversando, tirando selfies, fazendo qualquer outra coisa na primeira fila. Queria chamar atenção de todos novamente. Fazer com que todos olhem de fato para o que está sendo feito. Quero passar uma mensagem.”

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