Jonathan Anderson fala sobre sua parceria com a Uniqlo

Um dos mais celebrados criativos britânicos disse que a collab transformou a maneira como ele pensa design.

Quem acompanha as galerias de street style das semanas de moda internacionais deve saber que algumas peças se repetiam insistentemente nos looks das celebridades, influencers, jornalistas e modelos convidados aos desfiles. Trata-se da coleção do britânico Jonathan Anderson para a fast-fashion japonesa Uniqlo. Depois de já ter fechado parcerias com profissionais do porte da editora Carine Roitfeld e com marcas de luxo como a alemã Jil Sander, a etiqueta criou uma série de hits em parceria com o atual diretor criativo da espanhola Loewe.

Leia mais: Uniqlo e JW Anderson lançam segunda colaboração

Uma vez que a fórmula deu certo de cara, por que não repetir a dose? No dia 19 de abril, as lojas da Uniqlo recebem o verão 2018 da dobradinha. “Quando eu estava vindo de Paris, acredito que vi quase nove pessoas usando a primeira coleção nas ruas. Gostei muito disso”, confessou o designer para uma publicação norte-americana. “No fim das contas, é um ótimo básico. E os básicos legais têm esse poder de fazer com que você consiga mostrar quem você é.

“Não sei exatamente o que aconteceu no meu processo criativo, mas eu estou obcecado com essa ideia de perfeita normalidade“, revela. Segundo o estilista, sua maneira de criar mudou radicalmente depois dessa parceria. “Foi me juntando com os outros que eu consegui entender quem eu sou. Isso vem desde o começo da minha grife. Sempre acreditei em colaborações de alguma forma. Não tenho nenhum preciosismo com a J.W. Anderson, ela não existe 100% sozinha“.

Se antes Jonathan era conhecido por formas bastante complexas, hoje sua moda está muito mais conectada com os desejos de sua cliente. Em sua coleção desfilada na Pitti Uomo — que contava com outra collab de sucesso, daquela vez com a Converse –, ele já falava de um desejo de tornar-se mais acessível. “A minha marca tem 10 anos. Esse é exatamente o momento em que é preciso mergulhar no que é o seu DNA de estilo”.

Aqui no Brasil, quem compartilha desse sentimento é João Pimenta. O estilista que também era conhecido por uma moda masculina que namorava com o guarda-roupa feminino decidiu inaugurar uma linha só para meninas no intuito de se ‘dar uma doutrinada de estilo’, como descreveu em entrevista à ELLE. Sem dúvida, as colaborações e essa guinada ao comercial representam um momento diferente na moda em que o desfile está muito mais ligado com o que vai acontecer imediatamente nas ruas (e nas araras das lojas).

Só devemos tomar cuidado para que o desfile não perca por completo o seu status. Uma apresentação de roupas é só uma apresentação de roupas”, opina nossa editora-sênior de reportagem de moda Vivian Whiteman. “A moda, sem dúvida, ganha mais força quando ela extrapola o universo da roupa. Espero que a gente não ignore isso.”

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