Jout Jout conquista a internet com seus vídeos escrachados e sem tabus

A internet é um mistério. Tem gente investindo dinheiro e energia para descobrir o pulo do gato e uma garota despretensiosa vem e vira a sensação com vídeos gravados em casa sem glamour algum. Produção? Nenhuma. Maquiagem? Zero. Figurino e cenários hilários: o banheiro, a garagem, a área de serviço, com direito a estante (bagunçada). O melhor? São divertidíssimos e o público com quem ela se conectou de cara, as mulheres, estão viciadas nos tais filminhos – um fenômeno que não se repetia desde o início do Porta dos Fundos. Essa é a história de Jout Jout, nome artístico da jornalista carioca Julia Tolezano, 24 anos, que há um ano publica em seu canal, Jout Jout Prazer, pensatas sobre temas como a menstruação, a culpa de passar a tarde na praia em plena quarta-feira, o vício em séries ou o fato de que, embora as redes sociais digam o contrário, tem muita gente sofrendo (sua frase “tá t-o-d-o mundo mal” já virou bordão).

Julia foi ficando conhecida aos poucos, mas apenas em março começou a ver um enorme aumento em seus views. Mérito do vídeo Não Tira o Batom Vermelho, em que discute o machismo com alertas como “se esse cara está impedindo você de sair com os seus amigos ou te controla a distância, você está em um relacionamento abusivo”. Prova de que sabe tocar de um jeito único em questões espinhosas, que incomodam, e levantar bandeiras em favor das mulheres. Ponto para ela. Até o fechamento desta edição, tinha angariado 5 milhões e meio de views, com a média de crescimento de quase 1 milhão por semana. 

A internet é mesmo um mistério, mas tem sim suas regras de ouro. A primeira delas é a espontaneidade, um enorme trunfo de Julia, essa menina normal, de Niterói, que poderia ser qualquer uma de nós e, por isso mesmo, causa empatia imediata, com seus defeitos aparentes e sua falta de vaidade explícita. Essa é a principal característica também de Lena Dunham, a roteirista, atriz e diretora de Girls, despudorada tanto no conteúdo quanto em sua forma leve de expor estrias, quilos a mais, roupas velhas, o cabelo meio sujo. A verdade é que tem muita gente cansada do aspecto cuidado e polido das celebridades e um pouco de vida normal é bem-vindo. Outro ponto positivo é o fato de ambas conseguirem tocar em temas complexos e atuais, como feminismo, trabalho e depressão (ninguém quer ser chato, mesmo quando fala sério). “Gosto de ‘destabulizar’ os assuntos para que ninguém fique paranoico”, afirma. 

Quer mais? Confira a matéria completa na ELLE de maio/2015!

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