Maria Grazia Chiuri apoia os movimentos Time’s Up e Me Too

Ela também falou sobre a moda não ser frívola e sobre a importância das atrizes fazerem escolhas diferentes nos tapetes vermelhos.

Até mesmo Maria Grazia Chiuri ficou impactada com o discurso de Oprah Winfrey no Golden Globes. Mesmo trabalhando a todo vapor em suas coleções para a a Dior (alta-costura na primavera, e inverno no ready-to-wear) ela viu a premiação e refletiu sobre as palavras da atriz e apresentadora. “Ela foi incrível, o momento também, e ver o movimento #Metoo e Time’s Up foi incrível”, declarou.

Cinco atrizes vestiram modelos customizados da Dior, assinados por ela: Elisabeth Moss, Jessica Biel, Natalie Portman, Michelle Pfeiffer e Sally Hawkins. Ela contou como ficou feliz em, de certa forma, participar do protesto que as mulheres fizeram no evento — que envolvia usar preto para pedir o fim do assédio na indústria cinematográfica. “Eu acredito que dentro de um contexto no qual as atrizes são julgadas e fazem um ranking de acordo com o que elas estão usando, o fato de todas vestirem preto é uma crítica dessa prática. É algo ótimo.”

Ela ainda contou sobre como é seu método de produção de uma peça para um momento tão importante. “Eu sempre prefiro perguntar para as atrizes o que elas querem vestir, ao invés de impor um look para elas. Neste ano, eu acho que elas mostraram sua indisposição em ser passivas; elas escolheram um papel muito mais ativo em suas aparências.” Maria já falou abertamente sobre a era feminista da Dior: vale lembrar que ela colocou na passarela camisetas com os famosos dizeres de Chimamanda Ngozi Adichie, “todos deveríamos ser feministas.” Nesse contexto, nada mais justo do que as mulheres terem voz ativa na hora de escolher o que vestir, sempre.

Apesar disso, a designer também fez uma crítica sobre a forma que encaramos a moda — já que, no evento, algumas pessoas escolheram não falar sobre o que estavam vestindo. “A moda não é frívola. Falar sobre isso no tapete vermelho não seria tão terrível, e talvez tivesse exibido a importância desse trabalho — que, afinal, é sobre e para mulheres.”

A designer, que continua traçando seu caminho, fazendo suas criações com base feminista e criando oportunidades em programas de mentoria para que mulheres tenham sucesso nessa indústria, sempre dominada por homens, reitera que é preciso apoio para que as coisas mudem. “Precisamos promover designers, costureiras, modelos, todas as mulheres que trabalham conosco. Para mim, o Golden Globes foi importante porque mostrou um grande grupo de mulheres se apoiando Na moda e em qualquer indústria, pode ser muito difícil encontrar isso.”

Ela finalizou com uma reflexão válida: “Temos que lembrar que é preciso que trabalhar nisso todos os dias. Grandes momentos como o Globes são importantes porque muitas pessoas ouvem a mensagem, mas ao mesmo tempo, se não buscarmos mudanças todos os dias, entre os tapetes vermelhos e entre as coleções, não é suficiente.”

 

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