Morre Hubert de Givenchy aos 91 anos

O elegante couturier, amigo íntimo de Audrey Hepburn e discípulo de Balenciaga deixa um legado imponente para a moda.

Neste sábado (10.3), a moda perdeu mais um de seus grandes gênios. Depois do franco-tunisino Azzedine Alaïa, Hubert de Givenchy nos deixou aos 91 anos. Hoje, sua família confirmou as informações para a agência de notícias AFP.

Leia mais: Para entender Givenchy, observe sua musa

Nome por trás dos vestidos usados pela atriz Audrey Hepburn em filmes celebrados eternamente por seus figurinos como Breakfast at Tiffany’s ou Sabrina, o estilista treinou com os melhores. Ele foi discípulo de Cristóbal Balenciaga — o grande arquiteto purista da moda — e, com ele, aprendeu o poder da construção e a força dos bons acabamentos e dos materiais nobres.

vestido jacqueline kennedy givenchy Um dos vestidos criados pelo estilista para a primeira-dama da época Jackeline Kennedy.

Um dos vestidos criados pelo estilista para a primeira-dama da época Jackeline Kennedy. (Getty Images/Getty Images)

Ele também foi um dos responsáveis por dinamizar a moda. Uma de suas coleções mais lembradas foi a da introdução dos “separates”: conjuntinhos que funcionavam bem em situações casuais e em eventos de gala. Ao mesmo tempo em que Givenchy tinha um apreço inenarrável por um ideal quase rígido de elegância, ele tentava flexibilizar esses ideais em suas criações. O movimento, o frescor e o cotidiano eram fatores importantes para o couturier.

Seu nome ficou tão grande na história da moda francesa que, depois de se aposentar, sua etiqueta ainda viveu momentos muito interessantes nas mãos de outros designers. Os ingleses (e geniais) John Galliano e Alexander McQueen foram alguns dos estilistas que tiveram a missão de renovar o seu legado. Além deles, Julian MacDonald e o italiano Riccardo Tisci (que ficou mais de 10 anos à frente da casa) também viveram essa realidade.

hubert de givenchy Hubert de Givenchy em seu ateliê em Paris por volta de 1955.

Hubert de Givenchy em seu ateliê em Paris por volta de 1955. (Hulton Archive/Getty Images)

Agora quem toca o barco é a ex-Chloé Clare Waight Keller que, apesar de ter feito uma estreia morna, tem brilhado cada vez mais na direção da etiqueta, principalmente depois de seu debut na Alta-Costura. Que ela consiga manter viva a chama de Hubert de Givenchy. Ele merece.

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