O universo dos desenhos invade o cenário fashion

Nos anos 1940, a ilustração, que até então dominava a moda, levou um chega para lá da fotografia. Por mais lúdico, sofisticado e bonito que os desenhos fossem, a imitação nua e crua da realidade tomou conta das revistas, dos jornais, da vida. E essa arte virou um artigo vintage, objeto de colecionadores e de poucos veículos, como a norte-americana The New Yorker, que até hoje traz ilustrações na capa. Mas, curiosamente, em plena era da realidade aumentada via Instagram, a técnica voltou a ser valorizada, em uma espécie de antítese ao mar de selfies e looks do dia.

No final de junho, por exemplo, o feed de todo fashionista foi tomado pelos traços de Megan Hess, Blair Breitenstein, Carly Kuhn, Judith Van Den Hoek, Vida Vega e Wong Ping, convocados para dar vida à campanha Prada Raw Avenue. No lugar das top models de sempre e dos onipresentes stills, o sexteto criou desenhos que muitas vezes exageram nas proporções, distorcem, dão um pulo no surreal, vão para o abstrato… Tudo para recriar os óculos de madeira com pegada 70’s da maison italiana. E é justamente essa liberdade de extrapolar o real que tem atraído em tempos de smartphones. “Meu objetivo é registar o momento de acordo com o meu olhar”, diz Richard Haines, que criou um blog em 2008 para mostrar suas criações.

Outra que usou a tecnologia para reavivar uma prática quase em extinção foi a norte-americana Katie Rodgers. À frente do Paper Fashion desde 2009, ela é um fenômeno da net: acumula meio milhão de seguidores. “As mídias sociais acabaram mudando completamente o jogo. Você tem a capacidade de apresentar seu trabalho e, com isso, alcançar uma audiência mundial instantaneamente.” Do virtual para o real, o resultado é uma grande lista de clientes, que inclui Cartier, Nina Ricci e Elie Saab, entre outros top players.

Como sinal dos tempos, os ilustradores também podem ser encontrados nas passarelas, ao lado de fotógrafos. Bil Donovan, por exemplo, já pincelou as criações e as movimentações de Carolina Herrera, Thom Browne, Tadashi Shoji e Rosie Assoulin. Para ele, registrar um evento assim é fascinante e desafiador. “Não existe tempo para pensar. É a oportunidade para que os seus anos de estudo venham à tona. É a hora de confiar nos instintos e colocar tudo no papel.” 

Quer mais? Confira a matéria completa na ELLE de agosto/2015!

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