Perguntamos no SPFW: O que é preciso para ser uma marca relevante em 2018?

Aproveitamos a oportunidade da semana de moda para conversar com os estilistas sobre individualidade e estratégias de mercado.

“Está tudo meio confuso”, disse Glória Coelho durante a entrevista que fizemos com ela no backstage de sua apresentação no SPFW N45. A estilista se referia ao sistema da moda e a maneira plural como ele tem se manifestado. Há quem aposte na estratégia “see now, buy now” — no qual as roupas estão prontas para serem vendidas logo após o desfile –, há quem não veja mais sentido em fazer desfile, há também quem não tem (e nem pretende ter) pontos de venda físicos e por aí vai. Isso sem falar nas infinitas possibilidades de estilo que se apresentam na contemporaneidade. No meio desse furacão, decidimos fazer uma pergunta crucial: O que é preciso para se tornar uma marca relevante em 2018? Abaixo, confira as respostas de alguns dos designers participantes do SPFW.

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  • Patrícia Bonaldi, da PatBo

“Acho que uma marca no Brasil, para ser relevante, ou em qualquer lugar do mundo, precisa ter uma história. As coisas não são mais sobre roupas. Acho que ninguém precisa de mais uma blusa, mais uma jaqueta, mais uma calça. As pessoas estão muito conscientes, elas consomem tudo que está por trás do produto. Então construir uma história legal, coerente com quem você é, com as pessoas, com o que você quer contar, acho que isso é muito legal.”

  • Raquel Davidowicz, da UMA

“Ter um contexto, um conteúdo, um estilo, e manter esse DNA. A UMA, nesses 20 e tantos anos, passou por várias ondas: teve a onda do barroco, do maximalismo, dos babados, das rendas, mas a gente atende a um nicho no mercado. Na medida do possível, nos mantivemos na nossa. O importante é você ser quem você é, acho que esse é o segredo do sucesso. E não deixar as ondas ficarem te levando. Para mim, é manter essa essência da marca que, no caso da UMA, é uma mulher sem idade, um público que vai até mais de 70 anos. Uma marca que é superdemocrática: tenho clientes mais magras, mais gordas… Atendemos o mercado sem discriminação. Acho que, hoje, as mulheres querem esse olhar contemporâneo e querem — ao mesmo tempo que vivem num mundo globalizado — ser únicas. Então, acho que com a UMA, a gente consegue vestir a mulher e ela que acaba dando o tom do mais arrojado, mais clássico, ou o que ela quiser. A UMA é sobre ter essa possibilidade.”

  • Oskar Metsavath, da Osklen

“Eu acho que é o estilo e o design. Acho que moda, em primeiro lugar, é estilo, design, estética. Em segundo lugar, para mim, vem o conforto e em terceiro lugar a sustentabilidade. Um equilíbrio entre esses três fatores é o ideal, mas se tivesse que elencar, o estilo vem primeiro.”

  • Samuel Cirnanski

“A marca se torna relevante quando produz o que as pessoas querem comprar. É preciso abastecer o mercado e fazer o produto chegar às mãos do público.”`

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