Visitamos o ateliê da Dior em Paris e contamos como funciona a engrenagem da alta-costura

Entrar no QG de Christian Dior, em Paris, é uma pequena viagem no tempo. Desde 1946 funcionando no mesmo batlocal, o número 30 da avenue Montaigne, o complexo é tão grande que, desde a sua inauguração, foi batizado informalmente de Hotel Dior. E cresceu tanto com o passar dos anos que foi acoplando os imóveis vizinhos, tomando parte também da rue François, onde combino de me encontrar com Priscila Monteiro, a PR brasileira da marca. É um domingo gelado de Paris e Priscila surge, minutos depois da minha chegada, a bordo de um imenso casaco de pele branco, o tipo de roupa que se espera de quem trabalha em um templo de luxo, afinal. Ela é o meu fiscal de alfândega. Só depois que conversa com as recepcionistas, posso entrar de fato no prédio, com um adesivo que faz as vezes de crachá. 

A segurança e o protocolo formal, bem francês, não são sem medida. É vespera da apresentação de Raf Simons na semana de alta-costura e sigilo pouco é bobagem. O próprio Raf está lá, batendo cartão e acertando os últimos detalhes antes do dia D. 

Curiosamente, o local tem uma aura quase hospitalar. Nada de gritaria, nada de alvoroço. Nada de fotos também, sou informada. Celulares, aliás, não são bem vindos por aqui. Nos ateliês de flou e tailleur, o coração de uma casa de haute-couture, não se vê nenhum aparelhinho O único telefone é o tradicional, usado em último caso. Nada de TV, nada de radinho – esqueça também o acesso à internet, laptops e iPads. Eles realmente se concentram em costurar. Nada mais. 

O primeiro ateliê que visito, no quinto andar, é o de flou, onde são feitas as peças fluidas da Dior – pense em vestidos, saias e tops, por exemplo. Como o desfile de verão 2014 foi repleto dessas peças, tente imaginar a cena: um mar de saias gigantes e plissadas sendo bordadas por costureiras vestidas com aventais brancos, que lembram os de um consultório médico. O pé-direito baixo e as luzes frias, além do movimento contínuo e silencioso dos funcionários, reforçam a sensação de laboratório, como se cada peça fosse um espécime raro. São cerca de 50 pessoas absortas em suas funções (normalmente, são 30, mas o número sobre em época de desifle), além de uma equipe de TV, que espera do lado de fora. 

Quer mais? Confira a matéria na íntegra na ELLE de maio/2015!

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